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Gripe: quais foram as maiores epidemias da história

Gripe espanhola? Suína? Houveram momentos na história – principalmente antes da vacina – em que vírus influenza causou estragos especialmente fortes

Descrita pelo médico grego Hipócrates em 412 a.C., a gripe dá as caras todo ano, quando o inverno se aproxima. Mas nem sempre ela causa epidemias marcantes – com a vacinação, temos tudo para que isso não ocorra em 2018. Para falar a verdade, os piores anos da doença se concentraram nos últimos séculos, épocas com mais registros e maneiras de cuidar dos pacientes.

Confira agora o ranking das piores pandemias do vírus influenza (fizemos a ordem do episódio mais antigo para o mais recente):

Gripe russa

Subtipo do vírus: H2N2
Número de mortos: até 1,5 milhão de mortos
Temporada: 1889-1890

O primeiro surto com registros históricos começou em Bukhara, atual Uzbequistão, e se espalhou com grande rapidez. Em três meses, já passeava pela Europa, Ásia, África e América, causando crises de pneumonia e febre. No Brasil, sobrou até para o imperador: d. Pedro II (1825-1891) penou com o vírus da terra de Tolstói e Dostoiévski.

Veja também

Gripe espanhola

Subtipo do vírus: H1N1
Número de mortos: até 100 milhões
Temporada: 1918-1919

Acredita-se que ela surgiu nos Estados Unidos, que não divulgaram a informação. Os ianques estavam na Primeira Guerra Mundial e censuravam dados que pudessem enfraquecer seu Exército. A neutra Espanha noticiou o fato e, por isso, ficou conhecida como o berço do perrengue.

Relatos dão conta que as pessoas acordavam bem de saúde e morriam ao final do dia. No Brasil, até o presidente eleito Rodrigues Alves (1848-1919) faleceu por causa da moléstia.

Gripe asiática

Subtipo do vírus: H2N2
Número de mortos: até 2 milhões
Temporada: 1957-1958

Desenvolveu-se no norte da China e avançou para Ásia, Oceania, África, Europa e Estados Unidos. Alastrou-se mundo afora em dez meses, principalmente por terra e mar.

Como a tecnologia médica estava mais avançada em relação à epidemia anterior, foi possível detectar o agente com rapidez e trabalhar em novas soluções, como as vacinas. Infelizmente, não foram fabricados imunizantes em quantidade suficiente e o número de mortes foi bem alto.

Gripe de Hong Kong

Subtipo do vírus: H3N2
Número de mortes: até 3 milhões de mortos
Temporada: 1968-1969

Transmitida por aves, sobretudo as criadas soltas e sem higiene, provocava febre alta, cansaço e dor nas articulações. Com uma progressão rápida e avassaladora, matou muita gente em pouco tempo, sobretudo em Hong Kong, origem da pandemia, e nos Estados Unidos, onde quase 34 mil pessoas sucumbiram a ela. O mundo caminhava a passos largos para a globalização e o maior número de voos internacionais ajudou na transmissão do ser microscópico.

Gripe suína

Subtipo do vírus: H1N1
Número de mortos: 17 mil
Temporada: 2009-2010

No México, o vírus sofreu uma mutação e começou a infectar humanos – antes estava restrito aos suínos. Bem parecida com a gripe espanhola, vitimou muitos jovens, que, por geralmente terem uma vida social agitada, correm maior risco de se contaminar.

E a gripe aviária?

O H5N1, manchete em 1997 e 2004, matou cerca de 300 pessoas, número bem abaixo dos outros surtos. A doença passou pelo Sudeste Asiático, Europa e África e, para frear sua proliferação, 1,5 milhão de aves foram mortas só em 1997.

Ainda assim, ela segue como motivo de muita preocupação. Lavar bem as mãos é uma forma simples e eficiente de prevenir o problema.

Níveis de alerta da Organização Mundial da Sáude

A entidade elabora uma escala sobre a gravidade dos surtos. Conheça:

1. O micro-organismo do vírus influenza está circulando entre animais, mas não afeta seres humanos.
2. A gripe animal infecciona homens e mulheres e é uma ameaça em potencial.
3. A doença aparece em casos esparsos, mas não é transmitida com facilidade entre pessoas.
4. Já causa crises em comunidades. Esse estágio revela que a situação é grave.
5. Afeta grupos de dois ou mais países. A pandemia é questão de tempo.
6. O problema é detectado em mais de um continente. Esse é o nível máximo de alerta.

FONTES: Celso Granato, infectologista do Fleury Medicina e Saúde; Stefan Cunha Ujvari, infectologista e autor do livro Pandemias: a humanidade em risco (EDITORA CONTEXTO).

 

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