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3 aliados modernos dos vírus e das bactérias

Se lidarmos com esses desafios do mundo de hoje, o controle de várias infecções, da febre amarela à gripe, ficará mais fácil

Por Theo Ruprecht 3 abr 2018, 10h02

Ao mesmo tempo que o mundo moderno oferece vacinas de última geração e tratamentos contra as infecções, ele oferece desafios adicionais para contermos vírus e bactérias. Abaixo, listamos três pontos que, se fossem melhor administrados por governantes e cada um de nós, certamente terminariam em menos gente doente por aí.

Saúde imediatista

A luta contra febre amarela, gripe e afins parece ser guiada pela sensação de emergência. Quando vem a crise, esgotamos estoques de remédios ou repelentes e, não raramente, cometemos atrocidades injustificáveis, como o extermínio de macacos.

Uma vez passado o pânico, vem o relaxamento – os redutos de água parada reaparecem e as vacinas perdem a validade nos postos. “A maior dificuldade é fazer todos entenderem que os cuidados são constantes”, declara a médica Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim).

Idas e vindas pelo globo

Um viajante carrega suas doenças na mala. E os vírus e as bactérias adoram se espalhar onde pouca gente teve contato com eles. Ora, nessa situação é mais fácil achar um bolsão de suscetíveis – ou seja, um grupo que não possui anticorpos contra certa infecção.

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Agora imagine o fluxo de humanos (e animais) trafegando pra lá e pra cá hoje em dia: dá ou não a impressão de que viveremos uma globalização de moléstias contagiosas?! “Não é possível controlar os deslocamentos, mas dá para limitar as infecções”, aposta Stefan Cunha, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.

De novo, há que se valorizar a vacina. Se um sujeito imunizado visita uma área endêmica, não será acometido nem corre o risco de ajudar a alastrá-la. O contrário ocorreu com um holandês de 46 anos, diagnosticado em seu país com febre amarela após visitar Mairiporã, uma das cidades de São Paulo mais afetadas por ela. Se vai sair por aí, informe-se sobre as endemias do seu destino – mesmo que seja um país desenvolvido.

Medo de vacinas

Como elas controlaram males que antes atingiam milhões de pessoas, parte das gerações atuais não compreende a magnitude de seus benefícios. Quando alguém não vê a poliomielite causar paralisia infantil, fica mais propenso a reclamar de reações leves da injeção, como uma eventual febre baixa.

Em conversa com a SAÚDE, o pediatra Jaime Fergie, do Driscoll Children’s Hospital, nos Estados Unidos, mostrou fotos de vítimas de infecções preveníveis com uma simples picada. “Faço isso para vocês entenderem o que estamos evitando”, afirma.

Ainda assim, adeptos do movimento antivacina disseminam rumores como o de que o imunizante contra sarampo deflagra autismo. Pesquisas e a história do século 20 refutam tais boatos e atestam o potencial do método.

Em um estudo com 67 países, 75% dos brasileiros concordam fortemente que as vacinas são seguras e eficazes – só 5% discordam pra valer. “O problema são os 20% no meio do caminho”, reflete Isabella.

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