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Elefantíase: conheça a doença que provoca grandes inchaços

Transmitida pela picada de um mosquito contaminado, filariose linfática tem tratamento, mas demanda cuidados e pode desencadear sequelas incapacitantes

Por Luana Pazutti
7 jul 2024, 07h07

Causada pelo verme Wuchereria bancrofti, a filariose linfática ou elefantíase é uma das principais doenças responsáveis por incapacidades permanentes ou de longo prazo em todo o mundo.

Com um mosquito como vetor, a doença provoca disfunções no sistema linfático. A principal consequência disso é o acúmulo anormal de líquidos leva à formação de edemas em diferentes partes do corpo, mas especialmente nos membros inferiores, seios e bolsa escrotal.

Nas pernas, o inchaço leva ao sintoma mais característico que confere à filariose o apelido de “elefantíase”, pelo qual é mais conhecida, em referência ao animal.

+Leia também: Com mudanças climáticas, doenças causadas por mosquitos avançam pelo mundo

Como ocorre a transmissão?

A filariose linfática é transmitida pela picada de um mosquito Culex quiquefasciatus, que você deve conhecer como pernilongo. Não é qualquer mosquito, porém, que faz isso: ele precisa estar infectado pelo parasita.

Aqui, vale um parênteses. Esse verme é o causador da doença em regiões tropicais e subtropicais dos continentes africano, asiático e americano. Contudo, nas porções sul e sudeste da Ásia, ela é provocada por parasitas de outra espécie, o Brugia malayu ou Brugia timori.

Em ambos os casos, o contágio segue a mesma lógica. Após a penetração na pele, as larvas se deslocam rumo aos linfonodos, onde amadurecem. Chegada a fase adulta, os vermes se reproduzem, instalando milhões de microfilárias na corrente sanguínea.

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O ciclo de transmissão é reiniciado quando um mosquito pica a pessoa infectada.

Sintomas da filariose linfática

Os sinais da doença são causados apenas pelos vermes adultos e variam de acordo com o desenvolvimento dos parasitas e com o local onde estão alojados. Febre, linfonodos inchados nas axilas e na virilha, dores localizadas e acúmulo de pus nos membros inferiores são comuns em quadros agudos.

Com o passar do tempo, o quadro pode se agravar, pois, ao migrar para os vasos linfáticos, os parasitas instauram um processo inflamatório, que compromete a circulação da linfa. Portanto, é possível identificar edemas e inchaços exagerados nos membros, seios e bolsa escrotal. A hidrocele, que compreende um aumento de volume nos testículos, também pode se manifestar.

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Mas, atenção: outras doenças podem causar inchaços semelhantes, como o linfedema e o lipedema. Pessoas leigas às vezes acabam chamando essas condições de elefantíase equivocadamente, mas o termo só é empregado da maneira correta quando se trata de um caso de filariose linfática.

Elefantíase tem tratamento?

A resposta é positiva: existe tratamento e cura. Entretanto, é preciso atenção aos sintomas, pois a doença pode desencadear sequelas permanentes se não for tratada de forma adequada.

Caso haja suspeita de infecção, a recomendação é procurar atendimento médico. O diagnóstico poderá ser realizado a partir exame direto em lâmina, hemoscopia positiva, ultrassonografia e outros testes.

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Em caso de infecção ativa, normalmente, são prescritos comprimidos de dietilcarbamazina (DEC). Administrado por via oral, o medicamento é responsável tanto por eliminar as microfilárias quanto alguns vermes adultos.

Alguns sintomas exigem cuidados especiais. Quando há inchaço crônico, podem ser indicadas técnicas de drenagem corporal, como um maior consumo de água, o uso de meias de compressão, a elevação do membro afetado e a aplicação de gelo.

Atenção às medidas de prevenção

A elefantíase é considerada sob controle no Brasil atualmente, mas algumas medidas de prevenção contra os mosquitos transmissores são sempre bem-vindas, inclusive porque eles podem ser vetores de outras doenças.

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Evitar o acúmulo de lixo e água parada é uma medida efetiva contra a disseminação de mosquitos de modo geral, assim como o uso de repelentes protege contra aqueles que já estão no ar.

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