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Dexametasona: o que é, para que serve, como tomar e quais os cuidados

O corticoide tem ação anti-inflamatória, antialérgica e imunossupressora, e é usado contra a Covid-19. Veja benefícios e reações adversas da dexametasona

Por Fabiana Schiavon 1 jun 2022, 17h44

A dexametasona é um corticoide que serve para tratar diferentes condições, de problemas reumáticos inflamatórios (como artrite reumatoide) a alergias. O remédio breca a inflamação ao suprimir o sistema imune e, com isso, é capaz de aliviar coceira, dor e por aí vai. Até por isso, é usado para controlar sintomas de alergias ou reações alérgicas graves. Mais recentemente, a dexametasona ganhou fama por ser incluída no tratamento de casos graves de Covid-19, após estudos mostrarem que ela reduz a mortalidade nesse cenário.

Mas atenção: os efeitos colaterais desse medicamento se intensificam conforme o tempo de tratamento e a dose – por isso a receita médica e o acompanhamento profissional são indispensáveis.

O princípio ativo dexametasona é produzido por diferentes farmacêuticas e tem vários nomes comerciais, como Biamotil D, Decadron e Dexason. Na forma de comprimidos, tem a versão genérica disponível nas farmácias.

O que é dexametasona?

A dexametasona faz parte da classe dos glicocorticoides (ou corticosteroides). São versões sintéticas do hormônio cortisol, produzido naturalmente pelo organismo.

“Esse medicamento tem um potente efeito anti-inflamatório, antialérgico e imunossupressor. Ou seja, elimina processos inflamatórios e reduz a atividade do sistema de defesa”, explica Carolina Xaubet, farmacêutica do Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos do Conselho Federal de Farmácia (Cebrim/CFF).

É esse efeito que reduz sintomas como coceira e dor, além de inibir a atividade de enfermidades marcadas por um processo inflamatório ou autoimune.

Para que serve?

  • Age contra alergias graves do trato respiratório, como rinite alérgica e asma, principalmente às que não responderam adequadamente ao tratamento convencional
  • Combate inflamações e atua no alívio de sintomas de doenças reumáticas (como a artrite reumatoide), dermatológicas, oftalmológicas e dos pulmões
  • Ameniza náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia em pacientes com câncer
  • Inibe reações alérgicas graves e seus sintomas
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Quando o remédio é utilizado para tratar a Covid?

Os corticoides desempenham um papel contra a Covid-19 nos pacientes com casos mais graves. Na hora certa, o corticoide pode reduzir o tempo de internação na UTI e o do uso do respirador, além de evitar mortes.

“A Organização Mundial da Saúde fez recomendações que incluem a dexametasona em casos graves e críticos da Covid. Ao mesmo tempo, aconselhou evitar o uso desses medicamentos em pacientes com sintomas leves”, explica Carolina.

É que, como já explicado, o remédio freia a ação do sistema imunológico. Em uma fase inicial da infecção, esse efeito favorece a multiplicação do vírus. Já nas etapas mais graves – em que o problema não é mais a presença do coronavírus, e sim a tempestade inflamatória -, a dexametasona se torna uma aliada.

Ainda assim, há outras especificidades que os médicos consideram antes de decidir usar esse medicamento no contexto do Sars-CoV-2. Cabe ouvir o que o médico tem a dizer.

+ Leia também: Benzetacil: o que é, para que serve e os principais efeitos colaterais

Posologia: como tomar o dexametasona

Esse medicamento pode ser administrado por comprimidos e elixir (que é semelhante ao xarope, mas que possui álcool etílico na fórmula). Pela presença de álcoo, quem ingere a forma líquida não deve conduzir máquinas ou veículos.

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Há, ainda, a pomada (acetato de dexametasona) para doenças dermatológicas, o colírio para casos oftalmológicos e a forma injetável, ministrada em ambiente hospitalar.

Por sua complexidade e um número grande de possíveis reações, só um médico pode definir a necessidade e forma de uso da dexametasona. “A posologia difere conforme a idade e condições clínicas do paciente”, esclarece Carolina.

Se a automedicação é sempre perigosa, no caso dos corticoides o risco é ainda maior. Além dos efeitos colaterais diversos, esse tipo de medicamento pode interagir mal com outras fórmulas de uso contínuo ou até mascarar doenças não diagnosticadas.

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Efeitos colaterais e reações adversas

Corticoides são conhecidos por provocar, principalmente, inchaço. Mas há outras questões que podem surgir com o seu uso.

“As reações adversas incluem retenção de líquido, retardo na cicatrização das feridas, hipertensão, acne, diminuição do crescimento corporal, alteração da visão, catarata, conjuntivite, hiperglicemia grave em pacientes com diabetes e depressão”, enumera Carolina. Tanto a insônia como o excesso de sono são efeitos colaterais raros dos comprimidos.

A gravidade das reações está relacionada à duração do tratamento. Pacientes que precisam de doses altas por um tempo longo demandam acompanhamento médico constante.

O uso prolongado de corticoides também pode desencadear a Síndrome de Cushing, que resulta na superprodução das glândulas adrenais. Na prática, rosto, pescoço, tronco e abdome começam a inchar e a apresentar um acúmulo excessivo de gordura. A doença ainda pode gerar lesões na pele e desestabilizar a saúde mental.

+ Leia também: Demora no diagnóstico de artrite reumatoide reduz a qualidade de vida

Crianças e idosos

O medicamento pode ser utilizado por esses grupos, porém a dose e o tempo de tratamento deve ser avaliado com critério.

As crianças são acompanhadas de perto para que o uso do remédio não interfira nos seus processos de crescimento e desenvolvimento.

Gravidez e amamentação

A dexametasona não é aconselhada a mulheres gestantes, nem em período de lactação. Os corticosteroides são transferidos para o leite materno – o que pode interferir no crescimento do feto, entre outras consequências.

Caso o médico avalie que os benefícios do remédio superam eventuais riscos, a mulher pode suspender a amamentação por um período para aderir ao tratamento.

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