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A lâmpada que respeita o relógio biológico

Quando nosso relógio interno fica bagunçado, o corpo todo sente. Mas uma empresa gaúcha desenvolveu um projeto de iluminação que promete ajustar isso

Temperatura corporal, sono, fabricação de hormônios, atividade cerebral… Várias funções do organismo são influenciadas pelo ciclo de claro e escuro proporcionado pelo sol. Mas, com a invenção da eletricidade, há menos de dois séculos, o chamado ritmo circadiano sofreu enormes alterações, o que estaria por trás de problemas de saúde que vemos aumentar hoje em dia.

A fabricante de eletrônicos Luxion, de Caxias do Sul, tenta corrigir esse descompasso ao criar lâmpadas que imitam o ritmo das cores e da intensidade do brilho solar.

“De manhã, a luz está amarelada e fica mais forte até o meio do dia. No entardecer, volta a enfraquecer”, exemplifica o engenheiro Celso Tissot, um dos responsáveis pela inovação. Todo o sistema é controlado por meio de aplicativos.

Agora, ainda não há comprovação de que o uso dessas lampadas traga benefícios reais para a saúde. E sempre vale o recado: evite ficar com as luzes acessas até muito tarde. Ou com os celulares.

Como a lâmpada afeta o organismo

“Viver em ambientes que representem ao máximo as transições dia-noite pode auxiliar no alinhamento do relógio biológico”, diz a biomédica Luísa Pilz, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Mas estudos ainda mensuram o impacto dessas tecnologias na saúde.