Com músculos você chega mais longe
Eles são cruciais para ter uma vida longa e menos refém de doenças. VEJA SAÚDE mergulha na nova ciência dos músculos
Quando, numa reunião de pauta para definir os temas futuros que abraçaríamos em VEJA SAÚDE, a repórter Ingrid Luisa desfilou a nova lista de benefícios da musculação decifrados pela ciência, eu não hesitei.
A sugestão tinha força para uma capa sobre essa nova fronteira da medicina: a descoberta de que os músculos são verdadeiros órgãos que, além de sustentar o corpo para cima e para baixo, produzem substâncias capazes de amparar do coração ao cérebro.
Numa dessas sincronias extremamente bem-vindas, poucos dias depois de Ingrid ventilar a ideia, o endocrinologista e médico do esporte Clayton Macedo, uma das lideranças da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), me procurou e disse: “Diogo, vocês precisam falar sobre a importância dos músculos para a saúde. Isso vai muito além da estética”.
Bem, aí estamos nós, após um esforço de apuração que contou com inúmeros estudos e a participação do doutor Clayton e outros especialistas incríveis, mostrando por que músculos são sinônimo de vida — sem pecar pela força de expressão.
Não estamos falando de corpos sarados e esculturais que ganham as redes sociais, não. Estamos falando de treinar — na academia, no box de crossfit, no parque, em casa… — para construir e manter a massa muscular ao longo da vida.
Um hábito que pode se refletir no espelho, mas que vale a pena por um motivo que só se enxerga nos bastidores do corpo humano: a massa magra, e os hormônios que ela sintetiza, nos defende de doenças e é uma das chaves da longevidade.
Não importa se você tem 20 ou 60 anos, malhar é um grande investimento. Entre outras razões, porque você cria uma poupança para a saúde. É um trabalho artesanal, que exige disciplina, consistência e suor no rosto, mas que rende lucros — na forma de qualidade e expectativa de vida.
Por falar em bastidores e trabalho artesanal, não tem como deixar de falar da produção da reportagem de capa Músculo É Vida. Porque, como nos ensinaram aqui no Grupo Abril, o visual informa tanto quanto o texto. Pois a editora de arte Letícia Raposo, do parceiro Estúdio Coral, arregaçou as mangas e bordou as fibras musculares que compõem bíceps e companhia nas páginas da matéria.
Uma concepção ligada à ideia de costurar seu próprio tecido muscular, o que requer estímulo físico constante, para estender os anos de vida pela frente. Uma sacada e tanto para instigar nossos leitores — e eu mesmo — a acolher uma rotina mais ativa, não só na esteira, mas também entre flexões e halteres.







