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Escuta essa: o sedentarismo te ensurdece!

Pelo menos é isso o que aponta uma experiência com animais...

Por Theo Ruprecht Atualizado em 7 dez 2018, 10h58 - Publicado em 25 abr 2017, 10h30

Aos 70 anos, dois terços dos indivíduos apresentam um grau considerável de deficiência auditiva. Como contornar? Estudiosos da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, apostam em exercício físico. “Há levantamentos populacionais sugerindo um elo entre esse hábito e uma maior sensibilidade do ouvido, porém trouxemos a primeira evidência direta de que ele preserva a audição”, diz o biólogo Shinichi Someya, que coordenou a pesquisa.

Ele e seus colegas puseram ratos em uma jaula com uma rodinha onde podiam caminhar. Após 24 meses — o equivalente a cerca de 60 anos em gente —, os bichos foram comparados a outros que viveram esse período numa gaiola sem aquele apetrecho. Daí notaram que os sedentários perderam, com o tempo, mais ou menos 20% de sua capacidade auditiva, enquanto nos ativos esse número não passava dos 5%. Embora os achados precisem ser confirmados em humanos, eles já ecoam como mais um motivo para deixar a preguiça de lado. 

Pela vida toda

Segundo os dados disponíveis hoje, os benefícios ao ouvido dependem de uma rotina de malhação durante décadas. Frequentar a sala de ginástica por um mísero mês dificilmente trará vantagens duradouras.

Os motivos

Como o exercício reverberou orelha adentro nas cobaias

Vasos em forma

Para não morrerem, as estruturas auditivas demandam muito oxigênio e substratos energéticos, que chegam ali por vasinhos, os capilares. Entre os “ratos de academia”, percebeu-se uma menor inflamação no interior desses tubos, facilitando o aporte daquelas substâncias.

Neurônios nos trinques

Células nervosas presentes no ouvido recebem os estímulos sonoros do ambiente e os levam até o cérebro, onde serão convertidos em buzinas, vozes, latidos… E, nos bichos que se mexeram com constância, essas unidades permaneceram mais íntegras.

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