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Concussão: duas notícias quentes sobre as pancadas na cabeça

Achados envolvendo sintomas e tempo de recuperação reforçam que esse problema demanda (muita) atenção

Por Theo Ruprecht Atualizado em 14 fev 2020, 18h25 - Publicado em 5 ago 2017, 10h36

Não é de hoje que especialistas alertam para o risco que certos esportes representam ao cérebro. Afinal, impactos provocados por partidas de futebol ou rounds de boxe, por exemplo, frequentemente resultam em concussão, quando esse órgão desliza contra as paredes do crânio. No entanto, dois estudos recém-saídos do forno trazem lições surpreendentes sobre como lidar com o problema. Olha só:

1. O prazo de recuperação completa varia demais

Foram 5 834 pesquisas pré-selecionadas, das quais 80 cumpriram os critérios de qualidade impostos por cientistas da Universidade da Califórnia em Los Angeles, nos Estados Unidos. No total, essa revisão somou milhares de indivíduos que sofreram uma concussão ligada ao exercício. E tudo para cravar o período de repouso necessário após um abalo desse tipo.

Apesar do esforço, foi impossível traçar uma regra geral. “O tempo de recuperação muda segundo a força do choque, a região cerebral afetada, o atendimento…”, observa o médico Ivan Pacheco, da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte. Moral da história: é imprescindível acompanhar o quadro com um especialista em vez de fixar, logo de cara, uma data para o retorno às quadras.

2. Os sinais nem sempre são claros

Embora não seja popular por aqui, o hóquei no gelo está entre os esportes que promovem os choques mais violentos na cabeça. Mesmo assim, apenas 47% das concussões ocorridas na última temporada da liga profissional americana apresentaram sintomas visíveis, de acordo com um artigo da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos.

A maioria, portanto, passou despercebida em um primeiro momento, o que representa ameaças à saúde. A descoberta reforça a necessidade de se ficar atento no período logo após o acidente não importa o esporte em questão. E sugere cautela. “Sendo bem conservador, toda batida um pouco mais forte merece investigação médica”, conclui Pacheco.

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