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Crianças e jovens agora podem monitorar o diabetes sem picadas

Um equipamento que mede continuamente a glicemia foi aprovado recentemente para brasileiros com menos de 18 anos. Veja suas vantagens para a saúde

Para a pessoa com diabetes tipo 1 ou 2, saber a quantas anda sua taxa de açúcar no sangue é uma obrigação diária. E como descobrir isso? Com picadas no dedo para colher o sangue que será processado em um aparelhinho batizado de glicosímetro.

Agora, se para os adultos já pode ser um desafio repetir esse processo várias vezes, imagine para garotos e garotas. “As crianças pequenas reclamam da dor e os adolescentes, da exposição”, afirma o endocrinologista pediátrico Luís Eduardo Calliari, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, em um comunicado à imprensa. Cabe destacar que, no diabetes tipo 1, o portador deve fazer essa avaliação sete vezes ao dia.

Aí que entra o FreeStyle Libre, produzido pela empresa Abbott e aprovado na semana passada para o uso dos 4 aos 17 anos — ele está disponível aos adultos desde 2016. Trata-se de um sensor do tamanho de uma moeda de 1 real que é grudado na parte de trás do braço e que, com uma microagulha, capta flutuações da glicemia sem a necessidade de picadas. Para saber suas taxas em dado momento, basta passar um dispositivo portátil (uma espécie de leitor digital) por perto do sensor.

Ano passado, gravamos uma demonstração do uso. Veja como é simples:

 

Cada sensor pode permanecer no braço por duas semanas sem necessidade de troca. E, que fique claro, a substituição não exige uma visita ao profissional de saúde.

Em um trabalho do Hospital Pediátrico de Oxford, no Reino Unido, o uso do FreeStyle Libre foi associado a um controle mais fácil do diabetes por 97% dos 89 voluntários entre 4 e 17 anos. Já em adultos, o dispositivo culminou em um aumento nas vezes que o paciente checa os próprios níveis de açúcar no sangue. Como consequência, o número de crises de hipoglicemia ou hiperglicemia caiu.

Na contramão, 20% dos usuários reclamam de um pouco de dor na hora da instalação. Nada muito grave, claro. E, nos primeiros dias, às vezes uma sensação de ferroada pode dar as caras – mas, de novo, não se trata de um incômodo insuportável.

A maior questão, hoje, é o acesso. Como não está disponível na rede pública nem no rol de procedimentos de cobertura obrigatória dos planos de saúde, pelo menos em um primeiro momento quem vai arcar com os custos do FreeStyle é o usuário. O kit inicial, com o leitor e dois sensores, sai por R$ 599,70. E cada sensor adicional (que dura duas semanas) custa 239,90.

Em resumo, descontando o kit inicial, o gasto com esse tipo de monitoração contínua acrescenta 480 reais por mês ao paciente. Vale a pena para você?

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