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Obesidade canina: como reconhecer e ajudar seu pet?

Boa parte dos tutores não identifica os sinais de que o animal está engordando mais que o desejável. Como ficar esperto e contornar isso?

Por Cleber Santos, especialista em comportamento animal*
9 mar 2022, 11h07
cachorro gordo
Sedentarismo e exagero nas porções e nos petiscos conspiram para a obesidade animal.  (Ilustração: Estúdio Barbatana/SAÚDE é Vital)
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Trabalho com cães há 15 anos e percebo um aumento no número de animais acima do peso. A obesidade é mais comum do que muita gente imagina e passa despercebida pelos próprios tutores. Em um levantamento realizado pela Universidade de São Paulo (USP), 80% dos donos não foram capazes de identificar o sobrepeso ou a obesidade do seu cão.

Mas quando um pet passa a ser considerado obeso? A obesidade é definida pelo acúmulo de gordura corporal: o animal se enquadra nesse caso quando está com 15% a mais do peso que é considerado ideal para sua raça.

Toda e qualquer raça de cão (e mesmo de gato) pode sofrer de obesidade. Mas, de fato, algumas apresentam maior propensão. São elas:

  • Pug
  • Dachshund
  • Beagle
  • Cavalier King Charles
  • Scottish Terrier
  • Cocker Spaniel
  • Collie
  • Basset Hound
  • Labrador Retriever
  • Golden Retriever
  • Rottweiller
  • Terra Nova
  • Boiadeiro bernês
  • São Bernardo

A obesidade canina não deve ser encarada como “fofura”, pois é prejudicial em diversos aspectos. O bicho fica mais sedentário e em maior risco de desenvolver doenças como diabetes. Outra consequência recorrente é a dificuldade para respirar. O sobrepeso ainda tem impactos comportamentais (em relação à alimentação) e aumenta a exposição a problemas cardíacos.

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Sinais nem sempre visíveis

Perceber a obesidade animal a tempo pode ser um desafio. Isso porque, em várias raças, fica difícil identificar o acúmulo de gordura devido a características como a pelagem. De modo geral, em um animal com peso ideal, é possível observar levemente as costelas aparecendo, bem como um desvio até as regiões pélvicas.

Mas nem sempre isso é fácil de visualizar em algumas raças. É o caso do Spitz Alemão, que tem pelagem dupla e longa, o que dificulta bastante a identificação visual do excesso de peso.

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Mas outras pistas podem nos ajudar, tais como comportamento sedentário, fadiga, sono excessivo e dificuldade para se levantar e se locomover. Ao detectar sinais desse tipo, o ideal é procurar o veterinário.

Uma ferramenta bastante utilizada pelos bons profissionais é a avaliação do escore de condição corporal (ECC) do cão ou do gato. Esse teste é relativamente simples e pode ser facilmente realizado na consulta com o veterinário. Se for o caso, serão necessários também exames laboratoriais.

+ Leia também: Atenção: pets também podem ter câncer

Dieta, exercício e tratamento

Ok, foi diagnosticada a obesidade animal. O que fazer? Provavelmente o profissional vai prescrever uma alimentação diferenciada, reduzindo o tamanho das porções e orientando a compra de rações menos calóricas. Para quem prefere seguir com a alimentação natural, é importante que um nutricionista animal ajude na elaboração do cardápio.

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Nunca é demais lembrar: muitos tutores tendem a dar petiscos e guloseimas como forma de agrado. Isso inclui desde produtos para pet até a comida da família mesmo. Mas atenção com esse hábito: você pode estar sobrecarregando o corpo do animal.

Fora a dieta, é fundamental garantir que o cachorro seja mais ativo. A exemplo do que acontece com os humanos, é preciso se mexer para queimar a gordura corporal. Então precisamos incluir atividades como passeios na rotina e utilizar brinquedos para estimular a locomoção e a movimentação.

Lembre-se de que cuidar da boa forma do seu companheiro é também uma forma de cuidar da saúde dele.

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* Cleber Santos é especialista em comportamento animal e CEO da Comport Pet

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