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O bem-estar emocional nas empresas: como quebrar o estigma?

Em cima de uma nova pesquisa, gestora explica os problemas, anseios e necessidades que ainda pairam sobre esse assunto cada vez mais urgente

Por Walderez Fogarolli, diretora de gestão de saúde da Willis Towers Watson* 27 jul 2021, 10h21

Em nossa sociedade, a tendência é encobrir os problemas de saúde mental devido ao estigma que ainda paira sobre o tema. Se uma pessoa cai e quebra o braço, ela vai ao médico. Mas, se tem depressão ou crises de ansiedade, costuma guardar o sentimento para si. Eis um grande desafio para as empresas, que cada vez mais têm um papel na manutenção do equilíbrio e da qualidade de vida de seus colaboradores.

A busca por uma abordagem forte para garantir o bem-estar dos funcionários já era uma necessidade muito antes de a pandemia da Covid-19 chegar até nós. A crise levou muitas empresas a revisarem, expandirem e acelerarem esse tipo de oferta aos empregados. Mesmo assim, de acordo com a nova pesquisa Wellbeing Diagnostic, da Willis Towers Watson, apenas 19% das companhias possuem hoje uma estratégia clara de bem-estar com objetivos e metas mensuráveis. Em 2015, esse índice era de 5%.

O cenário é preocupante! O estresse é considerado o problema mais crítico da força de trabalho, segundo 83% das empresas avaliadas. Já os transtornos mentais como depressão e ansiedade preocupam 82% e o sedentarismo, 69%.

A indefinição das linhas entre casa e trabalho e a exaustiva jornada de trabalho pandêmica afetaram muitas pessoas. É preciso tomar medidas significativas para conectar os programas de bem-estar das organizações a uma proposta de valor que realmente priorize o empregado.

Um maior enfoque na saúde emocional vai beneficiar dos acionistas aos trabalhadores. Por isso, segundo a pesquisa, o bem-estar emocional é prioridade para 97% das empresas, que já estão realizando algumas ações específicas. Elas incluem: promover soluções de cuidados virtuais; fazer uso de campanhas e comunicação para mudar a visão sobre problemas emocionais; medir o estresse da força de trabalho e suas principais causas; oferecer suporte emocional sobre luto; patrocinar grupos de empregados com foco em saúde mental, entre outras.

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O fato é que a comunicação é chave no processo. Não adianta disponibilizar terapia virtual e aplicativos para monitorar estado emocional se a empresa não consegue estabelecer uma conexão clara de informações com suas equipes e estimular a empatia.

Ao apoiar o bem-estar dos funcionários por meio de diferentes programas, os líderes podem enviar uma mensagem de que sucesso e o bem-estar andam de mãos dadas. Uma experiência positiva no ambiente de trabalho pode afetar o nível de confiança dos colaboradores, melhorar o desempenho e a retenção do quadro.

As pessoas são o recurso mais valioso de uma empresa. Por isso, é necessário ter responsabilidade e criar uma cultura em que os trabalhadores possam ter experiências significativas e trazer o seu melhor para o trabalho.

* Walderez Fogarolli é diretora de gestão de saúde da Willis Towers Watson

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