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A fisioterapia no controle dos sintomas da fibromialgia

Sessões ajudam a silenciar as dores e a fadiga que afligem os pacientes, a grande maioria mulheres

Por Márcio Renzo, fisioterapeuta* 6 fev 2022, 11h14

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a fibromialgia é uma condição marcada por dores pelo corpo e seus sintomas envolvem também cansaço crônico, déficits de memória e atenção, ansiedade, depressão, alterações intestinais, entre outras manifestações.

A síndrome acomete em torno de 2% da população mundial e as mulheres são as mais atingidas. No Brasil, são entre 75 e 90% de mulheres diagnosticadas num universo de 4 milhões de pessoas convivendo com a doença. A faixa etária mais comum vai dos 30 aos 60 anos.

O diagnóstico para a fibromialgia é basicamente clínico: ele leva em conta a história do paciente e exames físicos. Os médicos suspeitam do quadro quando há dor generalizada e crônica por mais de três meses e presença de desconfortos ao se palpar 11 de 18 pontos mapeados e distribuídos aos pares pelo corpo.

Estudos indicam que a condição tende a se manifestar após traumas físicos ou psicológicos ou mesmo após uma infecção mais grave.

+ Leia também: A saúde mental importa no tratamento das doenças reumáticas

Frequentemente, a dor começa em um ponto e, aos poucos, se espalha pelo corpo. É importante destacar que a fibromialgia pode chegar a um nível de incapacitação, tamanho o nível de dor e prostração a que submete a pessoa. O tratamento é multidisciplinar: engloba medicamentos, psicoterapia, fisioterapia, exercícios físicos supervisionados etc.

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A fisioterapia atua justamente para aliviar os sintomas que abalam a qualidade de vida. Recorre a técnicas como cinesioterapia (exercícios de relaxamento e alongamento) e eletrofototermoterapia (uso de ultrassom e estimulação elétrica) para melhorar o estado do paciente e seu condicionamento para o dia a dia.

Outro método utilizado com sucesso é a hidroterapia. Ela alia os benefícios da termoterapia e da cinesioterapia, além de proporcionar mais facilidade para a realização dos movimentos com o menor impacto possível. Os pacientes trabalham a musculatura e ainda saem com uma sensação de relaxamento.

Ao sentir dores esparsas que não melhoram, não postergue a consulta com um profissional de saúde. A detecção e o tratamento da fibromialgia permitem devolver a qualidade de vida que a síndrome pode comprometer.

* Márcio Renzo é fisioterapeuta e capitão do Corpo de Bombeiros de São Paulo

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