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Adoçantes artificiais não são mais recomendados para controle do peso

Nova diretriz da OMS deixa de indicar esses produtos para a população geral com a finalidade de emagrecimento. O que muda na prática?

Por Adriana Kachani, nutricionista*
Atualizado em 27 jun 2023, 16h17 - Publicado em 23 Maio 2023, 09h50

Adoçantes ou edulcorantes são um grupo de substâncias que têm o poder de adoçar os alimentos sem agregar calorias (ou agregando muito poucas), e, por isso, costumam ser usados em dietas de controle de peso para substituir o açúcar. Existem vários tipos de adoçantes, entre eles aspartame, sacarina, ciclamato, sucralose, entre outros.

Durante anos esses produtos foram recomendados tanto para pessoas com diabetes como para quem precisa controlar o peso. Mas as novas diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) devem mudar o cenário: salvo o uso para o controle glicêmico no contexto do diabetes (sobretudo o tipo 1), os adoçantes não devem ser encarados como estratégia de emagrecimento pela população em geral.

A entidade alega que, após importante revisão sistemática da literatura científica, a equipe especializada responsável pelo trabalho concluiu que adoçantes artificiais não são a melhor forma de controlar o peso e, embora os riscos de toxicidade sejam baixos, pode haver uma associação com doenças cardiovasculares e até diabetes tipo 2 no longo prazo. Esses dados não se estendem a adoçantes naturais ou xilitol e eritritol.

A recomendação tem sido controversa, e até acusada de terrorismo nutricional por alguns profissionais por assustar a população, que sempre contou com adoçantes artificiais para manutenção da saúde e o gerenciamento do peso.

Fato é que as diretrizes da OMS estão em linha com o Guia Alimentar para a População Brasileira, elaborado em 2014 pelo Ministério da Saúde, que orienta evitar itens ultraprocessados, incluindo os edulcorantes, no dia a dia. Ainda mais quando não há nenhum valor nutricional agregado ao produto.

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Mas como manter a saúde, a glicemia e o peso em dia sem os adoçantes? Como citado acima, é possível utilizar os adoçantes à base de polióis. Ainda na linha sem calorias (ou quase sem), quando for tomar algo líquido, pode-se adicionar uma folha de estévia ou capim-limão — o estévia industrializado entra na lista da OMS.

Também há receitas caseiras para tal finalidade, como utilizar suco de maçã ou água de tâmara (basta deixar de molho 200 gramas da fruta por uma hora em água filtrada e depois bater no liquidificador).

A forma mais tradicional de adoçar é, sem dúvida alguma, com açúcar (de qualquer tipo), mel ou agave. Sabemos que dosagens diárias pequenas de dentro de uma alimentação saudável estão previstas. Afinal, a saúde mental conta também – é inegável o prazer proporcionado por um docinho para aqueles que apreciam.

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O problema é o consumo de açúcar várias vezes ao longo do dia, seja por meio de guloseimas, seja adicionando em bebidas como sucos ou café. O ideal, nesse caso, é reduzir o consumo e tentar se acostumar a sabores menos doces e a bebidas puras.

Segundo o Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª Região, o que devemos entender a partir do documento da OMS é que o uso de adoçantes não deve ser a única estratégia para redução de peso. A prevenção e o tratamento da obesidade devem estar dentro de um programa de reeducação nutricional, com plano alimentar baseado no uso de alimentos in natura ou minimamente processados e na prática de atividade física.

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* Adriana Kachani é nutricionista, mestre e doutora pela Faculdade de Medicina da USP e coordenadora da equipe de nutrição do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo

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