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Você pode (ou melhor, deve) se preparar para um envelhecimento saudável. A geriatra Maisa Kairalla, da Universidade Federal de São Paulo e da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, ensina como
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Gripe: por que os idosos devem tomar a vacina

Nossa colunista explica por que este é o momento certo para prevenir a infecção e as complicações relacionadas a ela

Por Dra. Maisa Kairalla
Atualizado em 17 Maio 2018, 17h49 - Publicado em 25 abr 2018, 13h43

Estamos nos aproximando do inverno e a expectativa é que este ano as temperaturas oscilem entre 14ºC e 26ºC.  Até aí você pode perguntar: ok, mas ainda estamos em pleno outono, por que pensar agora sobre a baixa da temperatura e a gripe? Sim, o inverno começa oficialmente no Brasil no dia 21 de junho, mas precisamos estar com o organismo preparado antes disso. É que o corpo requer um tempo para criar uma resposta imunológica após a vacinação.

No caso da vacina contra a gripe, esse tempo é de quatro semanas. Portanto, é no outono que devemos nos imunizar para chegar bem, do ponto de vista imunológico, ao inverno. No Brasil, a campanha nacional de vacinação promovida pelo Ministério da Saúde começou dia 23 de abril, estrategicamente para preparar nossas defesas antes de o clima esfriar e ser aberta a temporada do influenza, o vírus da gripe.

Para entender melhor a importância da vacina no contexto do avançar da idade, quero falar com vocês sobre um fenômeno chamado “imunoscenessência”. Ele consiste em mudanças pelas quais o sistema imunológico passa conforme envelhecemos e está intimamente relacionado com a capacidade de o organismo se proteger de infecções, tumores e doenças autoimunes. Em outras palavras, com os anos há um declínio natural da imunidade. Ressalto, contudo, que isso não deve ser entendido como “imunossupressão”, ou seja, não ficamos com deficiências imunológicas por causa do envelhecimento. Por outro lado, precisamos, sim, elevar nossa proteção com os imunizantes.

A vacinação é certamente a medida mais eficaz para conter vírus como os influenzas H1N1, H3N2 — a nova e preocupante versão, responsável por infectar pelo menos 47 mil pessoas no Hemisfério Norte — e o tipo B.

Ainda que seja fundamental os idosos se vacinarem, a adesão a essa estratégia ainda é baixa. Isso se deve a múltiplos fatores, entre eles o desconhecimento sobre a produção e os benefícios da vacina. Ela é feita a partir do vírus influenza inativo (morto), o que significa que é incapaz de causar a gripe. Os efeitos adversos que podem ocorrer tendem a se restringir ao local da aplicação. O ponto principal é que diversos estudos consideram a vacina como “pedra angular” na prevenção da infecção pelo influenza, quadro associado a muitas complicações por trás de hospitalização e morte.

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Pessoas acima dos 60 anos também ficam mais bem protegidas quando familiares e demais indivíduos do seu convívio estão imunizados — e isso independente do tipo de infecção. A isso se dá o nome de “imunidade de rebanho”, situação que diminui a circulação dos agentes infecciosos e o número de doentes.

Outro aspecto relevante da vacinação contra a gripe é o fato de ela resguardar os idosos de complicações nem sempre associadas à infecção, caso de ataques cardíacos e derrames, conforme demonstra um estudo publicado no European Respiratory Journal. O risco de desenvolver tais eventos é seis vezes maior nas pessoas mais velhas que apresentam doenças infectocontagiosas.

Se você é idoso ou tem alguém na família com mais de 60 anos, está na hora de tomar a vacina. Apenas os indivíduos que possuem alergia ao ovo (usado na fabricação do imunizante) ou alguma contraindicação médica bem definida podem se isentar dela. Procure sempre conversar com seu médico.

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Lembro que a imunização contra a gripe deve ser realizada anualmente. Isso porque a cada ano muda a formulação da vacina para que ela possa cobrir e combater as novas cepas de vírus circulantes — H1N1, H3N2 e tipo B no ano de 2018.

A gripe pode matar. Não espere o inverno chegar para cuidar da saúde. Para chegar bem, a prevenção começa já!

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