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Chegue Bem Por Blog Você pode (ou melhor, deve) se preparar para um envelhecimento saudável. A geriatra Maisa Kairalla, da Universidade Federal de São Paulo e da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, ensina como

Coronavírus: o que os idosos devem saber para se prevenir

Os sintomas e as complicações do novo vírus vindo da China são mais comuns em pessoas acima dos 50 anos. Veja as medidas de prevenção para esse público

Por Dra. Maisa Kairalla - Atualizado em 9 abr 2020, 19h05 - Publicado em 3 fev 2020, 12h17

Se você é idoso, talvez esteja assustado com as últimas notícias sobre o coronavírus. Elas informam que mais da metade das vítimas dessa infecção tem mais de 50 anos de idade e diagnóstico de alguma doença crônica.

O novo vírus, que ataca o sistema respiratório, teve seu ponto de partida na região de Wuhan, na China, deixando o mundo todo em alerta. Apelidado pelos cientistas de 2019-nCoV, ele pertence à família dos coronavírus, um grupo que reúne desde agentes infecciosos que provocam sintomas de resfriado até outros com manifestações mais graves, como os causadores da SARS (sigla em inglês para Síndrome Respiratória Aguda Grave) e da MERS (Síndrome Respiratória do Oriente Médio).

De acordo com um artigo publicado pelo jornal americano o New York Times, o maior índice de mortalidade foi entre os idosos. Em média, os afetados teriam 75 anos de idade.

Porque os idosos são mais suscetíveis ao coronavírus?

Um motivo importante é a imunossenescência. Trata-se de um processo natural do envelhecimento, que diminui a capacidade do sistema imunológico. Como resultado, aumenta de modo geral a incidência de doenças infectocontagiosas em idosos. Isso vale para o coronavírus, para a gripe e por aí vai.

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Quando os idosos apresentam comorbidades (a exemplo de diabetes, cardiopatia e doenças pulmonares como o DPOC), o risco de infecção e complicações sobe ainda mais.

Como o idoso deve se prevenir do coronavírus?

Há medidas simples e eficazes:

• Cuide bem da saúde
• Mantenha-se hidratado
• Lave com maior frequência as mãos
• Evite o contato com pessoas vindas de áreas com casos confirmados da doença

Outra medida fundamental é manter em dia o calendário de vacinação recomendado pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) e pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).

Não é que já exista uma vacina disponível que reduza o risco de infecção por coronavírus. Na verdade, ao se proteger de outras infecções, você mantém o organismo mais forte para conter os avanços desse novo inimigo. Fora que a vacinação reduz o risco de confundir o coronavírus com influenza, o causador da gripe, por exemplo.

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No mais, sabemos que a taxa de mortalidade pela doença não é alta, em comparação com SARS e MERS.

Por outro lado, trata-se de um vírus com capacidade significativa de contágio, o que realmente exige medidas eficazes de prevenção. Idosos perdem a funcionalidade e se fragilizam rapidamente frente a uma infecção. Todo cuidado é pouco!

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