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Vem a dor, vai o foco

Crianças com enxaqueca estão mais suscetíveis ao déficit de atenção — mesmo no período livre das crises

Por Karolina Bergamo - Atualizado em 28 out 2016, 02h51 - Publicado em 22 jan 2016, 14h06

Cabeça latejando está longe de ser a única manifestação do problema, que chega a atormentar entre 3 e 17% dos mais jovens. E, às vezes, não é nem a dor em si o que tira a concentração deles. Um estudo da Universidade Federal de São Paulo com 82 crianças de 8 a 12 anos acaba de constatar que o mero fato de sofrer de enxaqueca eleva a propensão ao transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), independentemente dos episódios dolorosos. “Falamos de uma doença que atrapalha todo o funcionamento do cérebro”, conta a neurologista Thaís Villa, que conduziu a pesquisa. Por isso, se a criança se queixar com frequência de dor ou outros sintomas da condição, é prudente dar ouvidos e procurar um especialista antes que haja repercussão no desempenho escolar. “Com tratamento adequado, é possível restaurar inclusive a atenção”, afirma Thaís.

Outros sinais de enxaqueca
• Enjoo
• Visão embaçada
• Tontura
• Alterações de humor
• Aversão à claridade

E como se resolve?
Existem duas principais linhas de tratamento contra a enxaqueca: recorrer a medicações que apaziguam as crises ou adotar remédios de uso diário capazes de prevenir esses episódios. Para decidir qual caminho seguir, o médico leva em consideração a frequência e a intensidade. “Quando isso acontece toda semana, entramos com medicamentos para impedir a recorrência”, explica Thaís Villa.

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