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Um retrato dos idosos no Brasil

Pesquisa do SESC-SP mostra como eles se veem e se cuidam — e quanto ainda é preciso vencer o preconceito

Por Diogo Sponchiato 25 nov 2020, 12h59

Embora sejam cada vez mais produtivos e protagonistas na economia doméstica, brasileiros acima dos 60 anos ainda relatam falta de respeito e discriminação em nossa sociedade. Esse é um dos diagnósticos da segunda edição da Pesquisa Idosos no Brasil, conduzida pelo Sesc São Paulo e pela Fundação Perseu Abramo.

Quatorze anos depois do primeiro estudo, o novo levantamento, que ouviu mais de 4 mil cidadãos (2 369 com pelo menos seis décadas de vida) entre janeiro e março de 2020, mostra alguns avanços e retrocessos nos cuidados e no cumprimento de direitos ao público mais velho.

Metade dos idosos é chefe de família, 84% têm casa própria e um quarto ainda trabalha fora. Mesmo assim, oito em cada dez apontam presença de preconceito contra os idosos e mais de 20% não se sentem plenamente acolhidos pela família.

Apesar de o índice de violência física ou verbal ter caído entre 2006 e 2020, aumentou a taxa de discriminação nos serviços de saúde. E vale notar que cresceu o percentual de dependentes do SUS. O estudo indica que parcela expressiva dos brasileiros encara bem o envelhecimento, ainda que reconheça limitações impostas inclusive pelas mudanças tecnológicas.

O retrato do Sesc traz dados relevantes para a formulação de políticas públicas voltadas aos idosos, sobretudo em tempos de maior vulnerabilidade desatados pela pandemia.

Gráfico: Letícia Raposo/SAÚDE é Vital

 

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