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Radar da saúde: manifesto contra a poluição e outros destaques

Notícias e opiniões impactantes pelo mundo, fatos do passado, números do presente e perspectivas para o futuro na visão de VEJA SAÚDE

Por Diogo Sponchiato 21 mar 2021, 10h31

As principais entidades de cardiologia do planeta — a federação mundial e as associações americanas e europeia — juntaram vozes em um manifesto pedindo urgência para combater o efeito da poluição atmosférica na saúde da população. Gases e substâncias tóxicas presentes no ar estão associados a 12% das mortes no mundo. E podem piorar nossas defesas contra os vírus.

Mesmo com a redução de alguns índices de poluentes devido às quarentenas impostas pela pandemia, o grupo encoraja governos, empresas, profissionais de saúde e a sociedade a lançar medidas efetivas contra o problema — inclusive porque esses números podem voltar a subir com a melhora da Covid-19.

O manifesto alerta que, além de patrocinarem doenças cardiovasculares, as partículas tóxicas pelo ar alteram os mecanismos de defesa respiratória, contribuem com as comorbidades que agravam infecções pelo coronavírus e podem facilitar a transmissão de patógenos — basta pensar em mais gente tossindo por aí.

ilustração de tomografia computadorizada
Ilustração: Manuela Paz/SAÚDE é Vital

Passado: 50 anos de tomografia computadorizada

O exame que ganhou popularidade nos últimos meses — ele é usado para acompanhar a evolução de pacientes com Covid-19 — estreou oficialmente em um hospital inglês em 1971. Os médicos recorreram à tomografia para investigar uma massa anormal no cérebro de uma mulher. Hoje, o método é empregado para caçar doenças pelo corpo todo.

ilustração de vermes no intestino
Ilustração: Manuela Paz/SAÚDE é Vital

Futuro: vermes contra doenças inflamatórias

Pessoas que vivem em nações mais pobres tendem a sofrer menos distúrbios autoimunes e problemas decorrentes da inflamação típica do envelhecimento. E a resposta para esse enigma pode envolver os vermes que se alojam no intestino. A ideia de um time britânico é testar até que ponto eles (ou suas proteínas) rendem uma proteção anti-inflamatória.

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ilustração de mapa de singapura com um microscópio em cima
Ilustração: Manuela Paz/SAÚDE é Vital

Um lugar: Singapura aprova carne de laboratório

O país asiático é pioneiro no mundo ao dar aval a alimentos de origem animal feitos de células cultivadas. Ali, uma startup americana poderá comercializar nuggets de frango produzidos dessa forma — e considerados seguros pelo órgão regulador —, abrindo caminho a itens elaborados em laboratório com base em células bovinas, suínas etc.

ilustração de várias máscaras contra covid
Ilustração: Manuela Paz/SAÚDE é Vital

Um dado: 12,7 bilhões de máscaras descartadas na pandemia

Eis o número que o Instituto Akatu projeta para o Brasil após cerca de um ano lidando com a Covid-19. O cálculo engloba máscaras de tecido (que podem ser lavadas e reutilizadas) e, pelas contas da entidade, poderia encher 457 piscinas olímpicas. O Akatu reforça, com o dado, a necessidade de fazer o manejo e o descarte corretos desses acessórios tão essenciais.

ilustração de autor do livro
Ilustração: Manuela Paz/SAÚDE é Vital

Uma frase

“Por todo lugar em que se procure (…), os verbos mais associados à ansiedade são “controlar” e “lutar”. E são muitas as dicas, os exercícios, as técnicas para isso. Porém, embora seja útil e importante, o controle não é o principal meio para lidar com a ansiedade, não é o que ela pede aos seres humanos. O que ela nos pede é diálogo.”

Ênio Brito Pinto, psicólogo, no livro Dialogar com a Ansiedade, recém-lançado pela Summus Editorial

 

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