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Pessoas mais velhas sofrem mais atropelamentos

Falta de atenção, insegurança e dificuldade para caminhar prejudicam os idosos na hora de atravessar vias movimentadas

São Paulo é a cidade com maior número de atropelamentos do Brasil. E, segundo a prefeitura, um terço dos acidentes fatais ocorre com pessoas que já passaram dos 60 anos – estatística que curiosamente se repete em outros lugares do mundo. Esse fenômeno no trânsito despertou a curiosidade de uma equipe da Universidade de Berna, na Suíça, que selecionou 18 sujeitos com menos de 30 anos e outros 18 acima dos 65. Todos fizeram testes de realidade virtual em que precisavam decidir o momento certo de atravessar a rua. Ao comparar os grupos, ficou claro que os mais experientes olhavam muito para o chão e pouco para os lados. “Eles ainda levavam um tempo extra para julgar a distância dos automóveis e planejar as passadas”, completa o engenheiro biomédico Giuseppe Zito, líder da investigação.

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Atitudes para uma travessia segura

O que deve ser feito por cidadãos e poder público para minimizar os riscos

A própria pessoa

Prefira botar o pé no asfalto em locais com faixas ou passarelas e semáforos. Caso isso não seja possível, espere o momento em que o fluxo de carros fique mais tranquilo.

Transeuntes

Se você vir algum indivíduo com dificuldades, principalmente em avenidas e ruas lotadas, ofereça auxílio e peça a colaboração de motoristas que estejam passando.

Governo

Políticos podem apostar na redução da velocidade máxima em ruas de bairro. Instalar ilhas de segurança entre duas pistas com muito tráfego também ajuda.