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Embalagem plástica está sob suspeita de provocar problemas de saúde

Pesquisadores avaliam os danos que a substância chamada bisfenol-A pode causar no organismo

Adote alguns cuidados para evitar a exposição ao bisfenol-A
Foto: Getty Images

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia reuniu no final de 2010 vários especialistas para debater e divulgar informações sobre um tema preocupante: a interferência de certos componentes químicos – com destaque para o bisfenol-A – no funcionamento hormonal.

O sinal de alerta soou depois que pipocaram estudos associando a substância a aborto e malformação do feto e ao desenvolvimento de doenças como endometriose, câncer de mama, infertilidade, disfunção da tireoide e até diabete.

“Presente no revestimento de latas, em embalagens e utensílios plásticos e até em alguns tipos de mamadeira, o bisfenol-A ganha o corpo pela boca e, no organismo, atua nos receptores do hormônio feminino estrogênio, simulando sua função”, esclarece à revista SAÚDE! a endocrinologista Marise Castro, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

E aí o desequilíbrio se instala. Ainda não há provas definitivas para condenar os recipientes que liberam bisfenol-A. Por via das dúvidas, uma série de empresas multinacionais vem tomando providências para banir o composto potencialmente nocivo de seus produtos.

“O Canadá, a Dinamarca, a França e os Estados Unidos proibiram o bisfenol-A em artigos para crianças”, alerta Thadeu de Oliveira, gerente de informação do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor. No Brasil, por enquanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária permite a liberação limite de 0,6 miligrama por quilo de material plástico.

Risco minimizado
Adotar algumas precauções ajuda a resguardar você e sua família da exposição ao bisfenol-A. Confira como agir:

· Ao adquirir produtos enlatados, confira se estão íntegros, sem amassados, que facilitam a liberação da substância
· Pelo mesmo motivo, descarte utensílios de plástico lascados ou arranhados. Evite esfregá-los excessivamente com bucha e detergente ou colocá-los na máquina de lavar louças
· Tente substituir pratos, copos e outros utensílios de plástico. Dê preferência ao vidro, à porcelana e ao aço inoxidável para armazenar bebidas e alimentos
· Não esquente embalagens plásticas no micro-ondas, exceto se forem fabricadas especificamente para esse tipo de forno
· Não coloque itens comestíveis quentes em canecas ou recipientes plásticos
· Preste atenção no símbolo de reciclagem. Essa informação costuma ser estampada no fundo da embalagem. Associada a ele, há sempre uma numeração. Procure evitar as que sejam classificadas como 3 ou 7, que podem apresentar maior concentração de bisfenol-A
· Confie somente nos produtos certificados pelo Inmetro
· Não deixe os líquidos que for ingerir em contato com o plástico por longos períodos
· Atenção especial às mamadeiras: evite as de policarbonato. Opte pelas de polietileno

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