Plataforma expõe danos de procedimentos estéticos mal feitos
Reunir dados é essencial para que se tenha um panorama real dos danos da banalização de intervenções como preenchimentos
Com a popularização das aplicações de Botox, ácido hialurônico e laser, tornou-se mais frequente ouvir relatos de procedimentos que acabaram em reações adversas graves e até mesmo em tragédias.
Segundo o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), em apenas dois anos saltou em 41% o número de sindicâncias para investigar complicações e danos infligidos a pacientes.
Para entender melhor o que está acontecendo e poder intervir com mais assertividade, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) anunciou o lançamento da plataforma Vigiderm durante fórum realizado na Academia Nacional de Medicina, no Rio de Janeiro, que reuniu autoridades das áreas da Justiça e da saúde.
No recurso disponível online, médicos e vítimas de problemas decorrentes de procedimentos estéticos poderão registrar seus casos. “Precisamos ter mais dados para atuar sobre esse problema de saúde pública”, afirma Carlos Barcaui, presidente da SBD.
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Questões múltiplas
Problemas graves surgem por incongruências diversas
Médica
Dermatologistas acumulam cada vez mais pacientes com complicações oriundas de procedimentos feitos por não médicos.
Jurídica
Segundo a SBD, a realização de procedimentos por não médicos fere a Lei do Ato Médico, sendo algo ilegal e perigoso.
Social
Muitas pessoas não fazem ideia dos riscos das intervenções e escolhem profissionais por preço ou número de seguidores nas redes sociais.
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