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Fios de sustentação: como funciona o procedimento e quais os riscos

Também chamado de lifting de fios, procedimento promete reposicionar a pele do rosto, mas resultado e permanência das modificações variam

Por Thiago Müller 4 nov 2025, 19h52 | Atualizado em 5 jun 2026, 06h41
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Procedimentos tentam aliviar impactos do envelhecimento (Freepik/Freepik)
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Ao envelhecermos, perdemos a elasticidade de pele, colágeno, fibras e gordura facial, principalmente perto das bochechas, olhos, pescoço e sobrancelhas. É quando aparecem as rugas, lesões e a pele se torna mais fina e desidratada.

No universo de procedimentos estéticos que buscam combater esse fenômeno natural do nosso corpo, tem ganhado espaço aquele conhecido como fios de sustentação. Também chamada de lifting de fios, a técnica promete reposicionar a pele e impedir a queda e frouxidão de suas estruturas. O procedimento é rápido, com inserção de fios através de micro-incisões.

Mas será que esse lifting funciona mesmo? E quais os riscos?

Entenda melhor a técnica.

Fios de sustentação funcionam?

De modo geral, os resultados são mais moderados e menos duradouros do que o lifting tradicional. Os estudos, porém, não são muito conclusivos sobre o assunto. Os riscos, resultados e tempo de permanência das modificações variam bastante conforme o tipo de procedimento, como ele é feito e a tecnologia usada.

Tudo vai depender das características individuais de cada caso, mas, via de regra, o “prazo de validade” até precisar de um novo procedimento oscila de 6 a 18 meses.

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Por vezes, alguns estudos apontam que o lifting com fios proporciona uma melhora limitada que pode ser atribuída mais ao edema causado do que à técnica em si. O que é consenso é que o resultado não perdura a longo prazo (e nem promete fazer isso).

Isso porque, apesar de existirem diversos tipos de fios, todos utilizam a mesma técnica: suspendem os tecidos moles sob a pele. Como há somente essa suspensão, não são realizadas alterações volumétricas reais no rosto. Além disso, os tecidos são reposicionados sem abordar excessos de pele, contribuindo para a característica passageira da intervenção.

+Leia também: De botox a lifting: desvende os procedimentos estéticos

Riscos associados

Mesmo sendo um procedimento menos invasivo do que o lifting tradicional, essa intervenção ainda assim possui um potencial alto de não render os resultados desejados. Os fios utilizados podem sofrer quebras ou extrusão, migração ou ainda exposição, o que pode demandar, inclusive, novo tratamento.

Podem ocorrer também:

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  • Ondulações na pele;
  • Hemorragias superficiais;
  • Assimetria leve;
  • Eritema (irritação na pele);
  • Edema (inchaço local);
  • Dor persistente;
  • Bolhas;
  • Reação inflamatória crônica, mais raramente.

Nos casos onde ocorre um resultado indesejado – ou o paciente passa por complicações – a reversão não é fácil. Alguns estudos apontam que a necessidade de reposicionamento ou substituição após o procedimento chega a 20% dos casos.

Quem pode fazer o lifting de fios?

Pacientes elegíveis devem ter flacidez leve dos tecidos, prolapso leve de gordura e rugas superficiais. A técnica não é adequada para quem quer resultados imediatos ou um lifting exagerado.

Determinar a aplicação de cada caso e as possíveis complicações, no entanto, é uma tarefa que exige bom conhecimento do profissional responsável. Há dezenas de tipos de lifting de fios que utilizam tecnologias diferentes, e os resultados obtidos por alguns estudos mais antigos sobre a técnica podem não se aplicar ao seu caso, seja em termos de riscos ou duração.

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É imprescindível, antes de qualquer procedimento do tipo, conversar com o cirurgião plástico para uma avaliação antes de optar pelo lifting de fios, conhecendo bem as alternativas disponíveis para o seu objetivo.

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