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Uma alface cheia de zinco

Projeto brasileiro conseguiu aumentar em cerca de 16 vezes o teor do mineral na alface-crespa

Por Thaís Manarini 22 nov 2020, 12h05

“Rainha das hortaliças.” É assim que a alface-crespa é definida pelo engenheiro-agrônomo Luis Felipe Villani Purquerio, do Instituto Agronômico de Campinas, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Ora, trata-se da folhosa preferida do brasileiro. De olho nisso, o pesquisador decidiu enriquecê-la com zinco, mineral perdido facilmente pelo corpo. “E ele é importantíssimo, sobretudo para a imunidade”, destaca Purquerio.

O expert investiu, então, em uma técnica de adubação especial. O resultado foi animador: apenas 50 gramas da alface (duas a três folhas) já ofertariam de 20 a 30% da recomendação diária de zinco.

“Mas, se a adubação for excessiva, pode queimar a planta”, pondera Purquerio. “Por isso, devemos validar o método antes de ensiná-lo ao produtor”, conta. Ele está testando a adição de bactérias benéficas ao processo, pois isso ajudaria a planta a absorver mais zinco sem exigir tanto adubo.

Onde tem zinco

Enquanto a alface turbinada não chega a feiras e supermercados, conheça alguns alimentos que trazem quantidades expressivas do mineral:

Contrafilé grelhado (1 bife, 100 g)
5,1 mg de zinco

Castanha de caju (1 punhado, 30 g)
1,7 mg de zinco

Sardinha assada (3 unidades, 100 g)
1,8 mg de zinco

Aveia em flocos (2 colheres de sopa, 30 g)
0,8 mg de zinco

Leite integral (1 copo, 240 ml)
0,9 mg de zinco

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