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Jejum intermitente para o bem do coração?

Se a ideia é proteger o peito, o método seria mais vantajoso do que cortar um pouco de calorias todos os dias, diz estudo. Será?

Por Thaís Manarini - Atualizado em 6 fev 2020, 10h53 - Publicado em 21 jun 2018, 10h15

Em experimento da Universidade de Surrey, na Inglaterra, voluntários obesos foram divididos em dois grupos: um fez jejum intermitente e o outro cortou calorias do dia a dia. A meta era que perdessem 5% do peso. Quando todos atingiram o objetivo, os cientistas notaram que quem apostou no esquema do jejum via a concentração de gordura no sangue baixar mais rapidamente após a refeição.

“Porém, não dá para garantir que esse resultado se reflita em menor risco cardíaco“, pondera o nutricionista João Motarelli, da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo. Apesar de os participantes que jejuaram terem visto a pressão sistólica e a diastólica caírem, o outro grupo também viu benefícios nesse quesito. “Ainda não possuímos evidências fortes para indicar o método a pacientes cardíacos”, conclui o nutricionista.

Uma estratégia vista com ressalvas

De acordo com Motarelli, a taxa de desistência de pessoas incentivadas a realizar o jejum foi alta nesse trabalho, algo observado em outras investigações. “Trata-se de um método difícil de seguir“, analisa. Daí, os ganhos, como o emagrecimento, podem ir por água abaixo. Fora isso, não há certeza se os benefícios perduram por um longo prazo.

Detalhes dos métodos usados na pesquisa

 

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