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Chá de jucá: descubra como usar e os benefícios da planta

Espécie é usada para cicatrização e possui propriedades anti-inflamatórias.

Por Vicenti Ciotta 28 mar 2026, 07h00 | Atualizado em 5 jun 2026, 08h37
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Chá de jucá é estudado por seus potenciais para ajudar a saúde humana (wlcutler/Wikimedia Commons)
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Pau ferro, ibira-obi, muirá-itá, peroba-sobro e quiripiranga. Independente do nome, todos falam de uma mesma árvore: o jucá, árvore da espécie Libidibia ferrea. Com um sabor amargo, o seu chá é popularmente conhecido pelas propriedades medicinais.

Mais predominante no Nordeste e Norte brasileiro, a bebida é utilizada como anti-inflamatório e para cicatrizar feridas.

Desde 2009, o jucá integra a Relação de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS, que reúne 71 espécies com potencial terapêutico. Apesar de não ser distribuído gratuitamente pelo SUS, os municípios têm autonomia para adquirir e oferecer o jucá, desde que sejam prescritos por profissionais da saúde.

A fruta do jucá tem um sabor amargo e, in natura, pode ser difícil de comer. Mas não só ela é benéfica: cascas e folhas da árvore de jucazeiro também carregam propriedades semelhantes e podem ser utilizadas como base para chás. Além deles, é possível produzir outros produtos, como pomadas e xaropes.

Apesar de inúmeros benefícios, os estudos que comprovam a eficácia da planta contra doenças são testados principalmente em ambientes controlados. Não há estudos robustos confirmando benefícios no consumo humano, mas seu uso moderado é considerado geralmente seguro.

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Possíveis benefícios do jucá

Os benefícios apresentados pelo jucá estão ligados, sobretudo, aos compostos bioativos, como flavonoides, fenóis, diversos ácidos e taninos. As concentrações das substâncias são maiores no extrato do jucá do que no chá.

Efeitos anti-inflamatórios do jucá são atribuídos aos flavonoides, substâncias que auxiliam no equilíbrio de citocinas inflamatórias e na manutenção das funções celulares. Estudos indicam que esses compostos podem atuar na redução de inflamações agudas.

Usos além do chá

Na forma de pó, obtido a partir da trituração das cascas da árvore, o jucá pode ser aplicado em feridas na pele, contribuindo para a cicatrização. Um dos principais responsáveis por isso são os taninos. Segundo pesquisas, essas substâncias atuam ao formar uma camada protetora sobre a lesão, favorecendo a recuperação do tecido. Eles também são associados a ações antioxidantes e antimicrobianas.

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Um estudos experimental com animais, conduzido na Universidade Federal do Ceará, indicou que extratos do fruto e do caule possuem propriedades analgésicas e com atuação contra úlceras gástricas. Há ainda a presença de atividades antimicrobianas contra algumas bactérias e fungos, como Streptococcus e a Candida albicans.

Mas vale reforçar: esses estudos envolvem animais ou são feitos em ambientes controlados. Quando se fala do uso do chá ou outros compostos a partir do jucá para aliviar desconfortos em seres humanos, deve-se encarar os benefícios como algo em potencial. Ainda não há estudos suficientes que demonstrem sua efetividade ou doses mais indicadas para chegar aos efeitos desejados. O uso em tratamentos não deve substituir métodos convencionais e sempre precisa de orientação profissional.

Jucá na alimentação?

O jucá possui teores relativamente elevados de proteínas e minerais. Essas características fazem da leguminosa uma ótima fonte de nutrientes para complementar a preparação de outros alimentos. A farinha obtida da semente tem um valor energético de aproximadamente 240 calorias a cada porção de 100 gramas.

Entre os principais minerais, possui concentrações altas de ferro, zinco, potássio, sódio e cálcio, quando comparada a outras plantas usadas na medicina popular. No corpo, esses nutrientes são responsáveis por apoiar a regulação do metabolismo, a produção de hormônios e a formação de tecidos.

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