Oferta Relâmpago: Saúde por apenas 9,90

Água mineral famosa é recolhida por contaminação de bactéria; veja riscos e o que fazer

Um lote de água sem gás da marca Crystal passa por recolhimento voluntário depois de identificação de mesmo micróbio que afetou produtos da Ypê

Por Maurício Brum 3 jun 2026, 09h44
Garrafa plástica de água mineral Crystal sem gás, 500ml, com rótulo azul e tampa azul, coberta por gotículas de água
Água com problema foi produzida na unidade de Luziânia (GO) (./Divulgação)
Continua após publicidade
Água mineral famosa é recolhida por contaminação de bactéria; veja riscos e o que fazer Priorizar nos meus resultados Google

Um lote de água mineral sem gás da marca Crystal está passando por recolhimento voluntário iniciado pela fabricante, após a identificação de contaminação por bactéria em análises laboratoriais. Nesta quarta-feira (3), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também publicou resolução confirmando o recall do produto e suspendendo sua comercialização, distribuição e uso.

Segundo a fabricante, o processo foi iniciado mesmo sem qualquer registro de reclamações por parte dos consumidores, e 99,2% das garrafas distribuídas ao mercado já não estão mais à venda.

Veja o lote envolvido na contaminação e o que fazer se você tiver uma garrafa em casa.

Como saber que minha água é imprópria para o consumo?

O recolhimento se refere especificamente à água sem gás da marca Crystal na embalagem de 500 ml fabricada pela Mineração Bom Jesus Ltda., com sede em Luziânia, no estado de Goiás. O lote envolvido é identificado, no rótulo, pelo seguinte código: LZ1 VAL200127 3 P 200126. Essas unidades foram fabricadas em 20/01/2026 e têm data de validade para 20/01/2027.

Ao todo, o lote tem 374,4 mil garrafas que foram distribuídas majoritariamente no Distrito Federal, mas também nos seguintes municípios de estados próximos:

Continua após a publicidade
  • Goiás: Águas Lindas de Goiás, Luziânia, Novo Gama, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental, Santo Antônio do Descoberto, Planaltina de Goiás, Cristalina, Formosa, Campos Belos, Alexânia, Abadiânia e Catalão;
  • Tocantins: Arraias, Combinado e Novo Alegre;
  • São Paulo: Sorocaba, Itapetininga, Itu, São Roque e Tatuí.

Análises realizadas no Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) identificaram a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras do produto. Segundo a fabricante, desde a notificação original, em março, mais de 300 outras amostras foram testadas, “todas com resultados negativos para quaisquer microrganismos indicadores de contaminação”.

Vale destacar que a marca Crystal é utilizada nacionalmente com águas vindas de diferentes fontes minerais ao redor do país. Até o momento, não há registro de problemas em nenhum outro produto vinculado à marca atualmente disponibilizado no mercado, nem mesmo em outras águas engarrafadas na fábrica de Luziânia.

Continua após a publicidade

O caso segue em investigação pela vigilância sanitária e pela própria fabricante. Fique atento às atualizações no site da Anvisa.

O que fazer se tenho essa água em casa?

Caso você tenha uma água do lote envolvido na contaminação, não beba! Guarde a garrafa em lugar seguro e longe do alcance de crianças ou outra pessoa que possa ingeri-la inadvertidamente e entre em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) para orientações sobre a substituição e o reembolso.

Isso pode ser feito pelo número 0800 061 5000 ou pelo e-mail contato@brasal.com.br.

Continua após a publicidade

O que é a Pseudomonas aeruginosa

A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria que existe naturalmente na natureza e, em pessoas saudáveis, não costuma trazer riscos significativos à saúde. Ela é mais perigosa para pessoas com o sistema imunológico debilitado, por doenças pré-existentes ou tratamentos de saúde, como no caso de pacientes oncológicos que fazem quimioterapia.

Infecções leves por Pseudomonas costumam ser tratadas com antibióticos de uso comum. No entanto, algumas cepas dessa bactéria são resistentes a medicamentos e, dependendo da capacidade do organismo de enfrentar o micróbio, são capazes de gerar complicações potencialmente graves, incluindo pneumonia, meningite e septicemia, o que pode exigir internação hospitalar e uso de antibióticos administrados por via endovenosa.

A bactéria apareceu recentemente no noticiário por também ter sido identificada em lotes de produtos de limpeza da Ypê que passaram por recolhimento.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

OFERTA RELÂMPAGO

Digital Completo

Sua saúde merece prioridade!
Com a Veja Saúde Digital , você tem acesso imediato a pesquisas, dicas práticas, prevenção e novidades da medicina — direto no celular, tablet ou computador.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 52% OFF

Revista em Casa + Digital Completo

Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 12,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).