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Adoção de animais aumenta na pandemia, mas abandono também

ONGs e protetores dos animais alertam sobre a adoção por impulso

Por Ingrid Luisa 22 ago 2021, 17h45

Um dos setores menos afetados pela crise da Covid-19 foi o dos pets: a área de cuidados, acessórios e alimentos, classificada como serviço essencial desde o princípio, cresceu 13,5% em 2020, segundo o Instituto Brasil Pet.

ONGs e protetores dos animais afirmam que a procura por adoção de cães e gatos teve um aumento de até 50% nos primeiros meses de pandemia. Mas, segundo a Ampara Animal, o abandono cresceu 61% entre junho de 2020 e março de 2021.

“Estamos passando por uma crise social e econômica enorme, e, conforme as pessoas perdem seu poder aquisitivo, quem paga o pato são os mais vulneráveis, os animais. Mas isso é crime! Eles não são descartáveis”, diz Rosângela Gebara, gerente de projetos da Ampara. “Caso não possam ficar com eles, os cidadãos precisam procurar uma alternativa humanitária para cumprir com a responsabilidade que assumiram”, completa.

+ Leia também: Crimes contra animais aumentam na quarentena

Você quer mesmo ter um pet?

Adoção por impulso pode gerar frustração e até abandono. Responda as perguntas abaixo com SIM ou NÃO e avalie se é mesmo para você.

  1. Estou disponível para assumir uma responsabilidade por pelo menos dez anos?
  2. Tenho dinheiro para arcar com despesas como alimentação, veterinário e todos os cuidados necessários?
  3. Tenho tempo disponível para dar atenção ao meu bicho e passear com ele?
  4. Minha casa tem espaço para abrigar confortavelmente um animal?
  5. Tenho paciência para lidar com a adaptação e possíveis bagunças causadas por ele?

Resultados:

  • Se respondeu SIM para todas: Está pronto para adotar! Você está ciente da responsabilidade e vai ser feliz com seu novo amiguinho!
  • Se respondeu NÃO para alguma: Melhor pensar mais sobre o assunto. É prudente avaliar suas condições para evitar arrependimentos.

+ Leia também: Animais idosos são menos adotados

Regras de adoção

Elas podem variar um pouco a depender da instituição, mas a rigor contemplam o seguinte:

  1. Aptidão: 
    Quem vai adotar precisa ter no mínimo 21 anos e levar documentos como RG, CPF e comprovante de residência à entidade que abriga seu futuro animalzinho.
  2. Contrato
    É exigida a assinatura de um termo de responsabilidade com valor legal, garantindo que o adotante vai cuidar bem e não abandonará o bicho.
  3. Entrevista
    Muitas instituições procuram conhecer o candidato, qual seu perfil, se tem histórico com animais e está ciente das necessidades e cuidados com o pet…
  4. Taxas
    Na maioria das vezes, a adoção é gratuita, mas algumas organizações cobram taxas para custear o cuidado com os animais. Informe-se antes de decidir!
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