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Dispositivo checa a pressão intracraniana sem furo na cabeça

Portátil e não invasivo, ele analisa o cenário dentro do cérebro e indica aos profissionais se é preciso tomar uma conduta o quanto antes

Por Da Redação
20 fev 2022, 16h44

A pressão intracraniana é uma medida habitualmente usada pelos médicos para verificar se o cérebro corre risco em situações como hidrocefalia, AVC, tumores ou meningite. O volume dos líquidos que passam pelo cérebro (sangue e líquor) interfere nesse parâmetro.

Quando o coração bate e irriga o corpo, por exemplo, a chegada do sangue à cabeça provoca alterações sutis na pressão intracraniana. E repercussões mais drásticas ocorrem quando há um volume de sangue ou líquor maior comprimindo a massa encefálica.

Para aferir a pressão dentro do crânio, o método clássico depende de um procedimento hospitalar em que se faz um furo na cabeça. Imagine, então, se houvesse um dispositivo portátil não invasivo que, de maneira rápida, analisasse o cenário e indicasse aos profissionais se é preciso tomar uma conduta quanto antes.

Pois essa ideia já virou realidade e vem sendo empregada em hospitais brasileiros. É a tecnologia da Brain4care, uma startup que transformou as observações de um físico em uma ferramenta inédita aplicada dentro e fora do país.

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Tudo começou com o professor Sérgio Mascarenhas (1928-2021), que, após o diagnóstico de uma doença que elevava sua pressão intracraniana, decidiu estudar a fundo a fisiologia da caixa craniana e postulou, na contramão da neurologia, que ela não é totalmente rígida, podendo sofrer microdeformações devido a alterações no volume de líquidos e na pressão ali dentro.

Seguindo essa linha de raciocínio, pesquisadores desenvolveram uma forma de captar ondas do crânio para inferir a pressão no interior da cabeça. Dê play no vídeo para entender melhor.

A evolução dessa história é o dispositivo da Brain4care, que, com apoio da inteligência artificial, fornece aos médicos um novo parâmetro para avaliar e predizer se o cérebro está sob pressão e pode sofrer danos — e não apenas em função de quadros neurológicos.

“Além do uso em hidrocefalia, AVC e trauma, temos pesquisas em contextos como anestesia, encefalopatia hepática e hemodiálise”, conta Plinio Targa, CEO da healthtech.

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Esse trabalho foi vencedor da categoria Inovação em Healthtech do Prêmio Dasa de Inovação Médica com VEJA SAÚDE 2021.

Nome original do trabalho: Brain4care: acesso a desfechos positivos em distúrbios neurológicos utilizando algoritmos, telemedicina e um dispositivo vestível de baixo custo

AUTORES: Renato Abe, Arnaldo Betta, Plinio Targa e Carlos Bremer.

INSTITUIÇÃO: Brain4care Desenvolvimento e Inovação Tecnológica.

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