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O câncer se esconde por trás de doenças mentais

Fazer testes para detectar precocemente tumores malignos é uma prática menos comum em pacientes com transtornos psiquiátricos

Por Theo Ruprecht - 3 abr 2020, 10h26

Já se sabia que portadores de esquizofrenia, TDAH e afins apresentam maior risco de morrer de câncer. Pois uma revisão de estudos da Universidade de Pádua, na Itália, traz um motivo para isso: há menor adesão a exames nessa turma.

Com base nos hábitos de 4 717 839 pessoas, os cientistas descobriram que mulheres com algum transtorno mental são 35% menos propensas a realizar mamografias, enquanto os homens teriam uma chance 22% menor de submeter a própria próstata a check-ups.

“O problema psiquiátrico pode dominar o cotidiano e tirar o foco de outras condições de saúde”, interpreta o oncologista Ricardo Marques, da Rede D’Or, em São Paulo. Fora que, às vezes, esses indivíduos não se dão bem com as máquinas que fazem o rastreamento de tumores e não entendem a necessidade de estarem ali.

Atenção ao bem-estar mental após um tumor

Ficar triste ou abalado com o diagnóstico dessa doença é normal até certo ponto. Por outro lado, o bem-estar dessas pessoas também deve ser abordado para minimizar a probabilidade de depressão e ansiedade. “Não é uma questão de distribuir antidepressivos, mas de verificar se as emoções são adequadas a esse momento”, esclarece o médico Ricardo Marques.

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