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Novas abordagens para o luto infantil

Projetos brasileiros orientam como agir nessa hora difícil

Por Paula Felix 18 dez 2025, 14h00
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Centro de referência no atendimento psicológico criam espaços para acolher crianças enlutadas (Plan Shooting 2 / Imazins/Getty Images)
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A pandemia de covid-19 deixou 1,3 milhão de crianças e adolescentes órfãos de pai, mãe ou cuidadores próximos e escancarou a necessidade de acolher o luto nessa fase da vida. A partir daí, surgiram iniciativas em centros de referência para amparar esses e outros jovens.

“É fundamental falar do luto na primeira infância, porque a criança tem compreensão limitada da perda”, diz Rodrigo Trevisan, coordenador do Ambulatório Pequenos Enlutados, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Para tocar no assunto, é preciso avaliar fatores como a idade, o contexto familiar e até as circunstâncias da morte. Mas não se deve ignorar a dor.

“As famílias têm de quebrar o tabu e lidar com os sentimentos”, defende Fernanda Buzzinari, coordenadora do Enlutinhos, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

+ Leia também: Luto: um psicanalista, um poeta e uma psicóloga debatem o tema

Ao encarar a perda

Princípios para conversar com os pequenos enlutados

Honestidade

Fale a verdade, evite eufemismos como “virou estrelinha” e tire dúvidas — poupando a criança de detalhes trágicos.

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Sensibilidade

Respeite e acolha os sentimentos. Permita que a criança fale naturalmente sobre o assunto. Não o trate como tabu.

Curiosidade

Esclareça como será a rotina sem o ente querido e zele para que a criança crie memórias positivas durante o processo.

Suporte

Literatura e cinema auxiliam a enfrentar a situação. Se necessário, procure também orientação psicológica. Livros como Menina Nina, de Ziraldo, e filmes a exemplo de Irmão Urso, da Disney, ajudam a lidar com o assunto.

+ Leia também: Sofrimento invisível: a dor do luto perinatal precisa ser reconhecida

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