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Névoa mental: o que é e como tratar o “brain fog”

Famoso na pandemia, problema cognitivo não tem conexão só com a covid, podendo afetar de pessoas com insônia a pacientes de quimioterapia, entre muitos outros

Por Maurício Brum
8 jan 2026, 12h32 •
nevoa-mental
Exaustão, ligada ou não a doenças subjacentes, é uma das principais culpadas da névoa mental (Freepik/Freepik)
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  • A névoa mental, também conhecida pela expressão em inglês brain fog, foi um problema que ganhou bastante repercussão durante a pandemia: muitas pessoas relatavam consequências negativas na capacidade de concentração e memória relacionada à infecção por covid-19.

    Mas, passados seis anos do auge da crise sanitária, o problema não foi embora – porque, na realidade, nunca dependeu apenas do vírus. Entenda melhor o que realmente é a névoa mental, como saber que você está sofrendo com ela e o que pode ser feito para minimizá-la.

    Causas da névoa mental

    De modo geral, “névoa mental” é uma expressão que se refere genericamente a impactos cognitivos diversos, com os sinais mais característicos sendo a dificuldade de se concentrar e uma propensão maior a episódios de confusão ou esquecimentos.

    Doenças que deixam o corpo e a mente em uma situação de exaustão contribuem para o brain fog, e por isso infecções como a covid-19 estão por trás do problema. Mas estão longe de ser a única causa: a névoa também é comum, por exemplo, em pacientes que fazem quimioterapia, quando também recebe o apelido de chemobrain (“cérebro quimioterápico”).

    Outras situações que podem provocar esses sintomas cognitivos incluem:

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    • Privação de sono
    • Estresse
    • Doenças autoimunes
    • Déficits nutricionais
    • Alterações hormonais, como aquelas que ocorrem na gravidez

    Como identificar os sintomas

    Como a névoa mental costuma estar relacionada a situações de exaustão, sejam elas causadas por doenças ou tratamentos de saúde, é comum que ela seja inicialmente confundida com um simples cansaço, especialmente se a causa subjacente não for óbvia.

    Fique atento a sintomas que vão além da fadiga em si, como a dificuldade de lembrar de determinadas palavras, a incapacidade de focar em um determinado pensamento ou mesmo a sensação de que você está demorando mais para pensar ou reagir a situações que antes ocorriam naturalmente.

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    Acenda o alerta, especialmente, se os sintomas persistirem mesmo após um bom período de repouso, indicando que há uma causa além do cansaço.

    Caso as alterações cognitivas sigam presentes de forma prolongada, e especialmente se estão afetando seu dia a dia ou seu desempenho no trabalho e/ou estudos, procure ajuda médica. Relate qualquer problema de saúde que você teve recentemente e poderia ajudar a explicar os sintomas. O profissional poderá também solicitar exames complementares para tentar entender possíveis causas para o brain fog.

    Qual o tratamento?

    O tratamento da névoa mental depende diretamente da causa de fundo que tenha sido identificada.

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    Em geral, é preciso tratar ou interromper a causa subjacente. Por exemplo: se o problema tiver relação com a covid-19, superar a infecção pode solucionar o brain fog (embora ela possa persistir em casos de covid longa); se for causado por privação de sono, técnicas e remédios para dormir melhor podem ajudar; já se a névoa tem relação com a quimioterapia, o fim dos ciclos de tratamento costuma fazer os sintomas desaparecerem.

    Em algumas situações em que a névoa mental se mostra persistente mesmo com as eventuais causas de fundo sanadas, pode ser necessário recorrer a métodos complementares, como a terapia cognitivo-comportamental ou o uso de determinados medicamentos. A melhor técnica, porém, depende das características individuais de cada caso, e da resposta da pessoa às abordagens já testadas em sua situação.

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