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Mapeamento cerebral descortina transtornos mentais

Grupo internacional de pesquisadores, incluindo brasileiros, examina imagens de ressonância magnética de milhares de pessoas

Por André Bernardo Atualizado em 30 nov 2020, 09h36 - Publicado em 30 nov 2020, 09h35

Um estudo global investigou o cérebro de 28,3 mil voluntários e descobriu alterações na espessura da região do córtex cerebral comuns a seis tipos de transtorno psiquiátrico: autismo, depressão, esquizofrenia, transtorno bipolar, TOC e TDAH.

Em geral, o estudo de tecidos biológicos é feito a partir de amostras do cérebro de doadores mortos. Desta vez, os cientistas conseguiram analisar imagens ao vivo por meio de exames de ressonância magnética.

“Acreditamos que, no futuro, esses achados poderão abrir portas para tratamentos mais eficazes e com menos efeitos colaterais”, afirma o psiquiatra Geraldo Busatto Filho, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), um dos autores do trabalho.

Impacto em números

12 milhões de brasileiros vivem com depressão

2 milhões de crianças e adultos possuem autismo

6 milhões de pessoas no país têm transtorno bipolar

2 milhões de crianças e jovens apresentam TDAH

4,5 milhões de brasileiros enfrentam o TOC

2 milhões sofrem de esquizofrenia por aqui

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Cabeça investigada

Estudo é um dos maiores esforços para desvendar a biologia dos distúrbios psíquicos.

O experimento

Foram avaliados exames de ressonância magnética de 28,3 mil pessoas — 12,7 mil com histórico de transtornos mentais.

O diferencial

Ao contrário de boa parte das pesquisas, o trabalho não foi feito com o cérebro de doadores mortos, mas ao vivo.

A conclusão

O projeto descobriu que, em pessoas com doenças, há alterações no córtex, camada superficial ligada ao raciocínio.

O desdobramento

Os resultados poderão guiar o desenvolvimento de ferramentas mais precisas para diagnóstico e terapia.

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