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A tecnologia se tornou um novo tipo de prisão?

O livro "A Nova Idade das Trevas" reflete como os meios digitais ditam nossa vida e cultura e podem impactar o bem-estar social

Por Diogo Sponchiato Atualizado em 5 fev 2020, 10h55 - Publicado em 5 fev 2020, 10h35

Para o bem ou para o mal, a humanidade nunca mais vai deixar de ser dependente dos computadores. Só que viver em rede — esse estado em que homens e máquinas estão sempre hiperconectados — cobra alguns preços. E quem paga é a nossa civilização, cada vez mais avançada, mas também intolerante e doente. Problematizar como a tecnologia mexe com o planeta e a sociedade é a ambição de A Nova Idade das Trevas (clique aqui para comprar)*, do jornalista inglês James Bridle.

Longe de ser um libelo contra big data, inteligência artificial e afins, o ensaio ilumina fenômenos que, no mínimo, pedem reflexão, caso da exploração dos nossos dados na internet, dos mecanismos que escolhem o que vamos assistir, dos efeitos do sistema no meio ambiente e das teorias da conspiração.

A primeira lição da nova idade das trevas é reconhecer que não compreendemos todas as engrenagens desse mundo ultratecnológico. E é isso o que nos convoca a pensar, repensar e agir.

  • Pontos de atenção

    A obra nos convida a rever processos e comportamentos

    Efeito climático: a rede global de fios e cabos que dá vida à internet consome um volume imenso de energia.

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    Crianças na telinha: a falta de controle em canais de vídeo vem expondo os pequenos a conteúdos bizarros.

    Máquina no comando: na era dos aplicativos, deixamos o computador tomar conta das nossas rotas e escolhas.

    Sua vida à mostra: uma série de serviços virtuais extrai dados pessoais e analisa nossos hábitos.

    A anticiência: narrativas sem pé nem cabeça se disseminam a rodo, alimentando teorias da conspiração e fake news.

    FICHA TÉCNICA

    A nova idade das trevas
    Autor: James Bridle
    Editora: Todavia
    Páginas: 320

    *A Editora Abril tem uma parceria com a Amazon, em que recebe uma porcentagem das vendas feitas por meio de seus sites. Isso não altera, de forma alguma, a avaliação realizada pela SAÚDE sobre os produtos ou serviços em questão, os quais os preços e estoque referem-se ao momento da publicação deste conteúdo.

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