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Como a pobreza mexe com o cérebro e o coração

Pesquisadores investigaram as profundezas da massa cinzenta e das artérias para entender por que o baixo status socioeconômico eleva o risco de infarto

Por Theo Ruprecht
Atualizado em 17 dez 2019, 09h36 - Publicado em 17 dez 2019, 09h36

A baixa renda dificulta a adoção de hábitos saudáveis e o acesso a certos tratamentos, o que já favorece infartos. Mas cientistas da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, resolveram compreender se a miséria provoca, por si só, alterações deletérias no organismo.

Para o experimento, 509 voluntários entre 45 e 66 anos se submeteram à tomografia computadorizada por emissão de pósitrons, ou PET-CT. O exame mede o ritmo de funcionamento de certas partes do corpo, inclusive dentro da cabeça e dos vasos.

Com base nas imagens, ficou claro que os moradores de regiões pobres e violentas possuíam uma superativação constante da amígdala — área do cérebro ligada ao estresse — e exibiam artérias mais inflamadas, dois prenúncios de um ataque cardíaco.

“Até em nome do coração, devemos tornar nossas cidades menos desiguais”, afirma o médico Cláudio Tinoco, diretor científico da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro.

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Como a falta de dinheiro e suporte social mexe com o organismo

1. Estresse por falta de recurso: a amígdala, no cérebro, põe o corpo em alerta ante situações tensas. Trata-se de um mecanismo de sobrevivência, mas que é superativado por uma vida na penúria.

2. Tropas recrutadas: a pleno vapor, a amígdala manda um recado para a medula óssea acelerar a produção de células de defesa — ainda que sem uma razão para isso.

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3. Os danos vasculares: essas unidades do sistema imunológico, então, caem na corrente sanguínea. Em excesso, elas contribuem para a inflamação nas artérias.

4. Cano entupido: com o tempo, o estado inflamatório facilita o entupimento dos vasos sanguíneos que abastecem o músculo cardíaco de nutrientes e oxigênio. É o princípio do infarto.

 

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