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Zika: muito além da microcefalia

Surgem pistas de que bebês e crianças picados pelo mosquito transmissor do vírus podem desenvolver distúrbios comportamentais

Por Thaís Manarini Atualizado em 9 jan 2019, 18h33 - Publicado em 25 jun 2018, 10h15

Quando o zika vírus ganhou os holofotes, em 2015, ele assustou especialmente por sua capacidade de infectar grávidas e se instalar no cérebro dos fetos, ocasionando a microcefalia (quando a cabeça do bebê se desenvolve menos do que o esperado). Agora, um estudo conduzido com macacos pela Universidade Emory e outras instituições americanas alerta: o vírus também parece causar prejuízos em bebês e crianças infectados após o nascimento.

Nada que dê para ver a olho nu. “Os pesquisadores citam alterações de atenção e comportamento, especialmente na resposta ao estresse”, conta o neurocientista Stevens Rehen, do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, no Rio de Janeiro. Nesses casos, recomenda-se um acompanhamento próximo e prolongado dos especialistas – não apenas as consultas de rotina.

Medidas preventivas

Veja como proteger os pequenos do Aedes aegypti, mosquito transmissor do vírus:

Roupas
Blusas de manga longa e calças compridas são as melhores escolhas. O mosquito adora tornozelos.

Janelas
Mantenha-as fechadas sobretudo no início da manhã e no fim da tarde, quando o inseto circula mais.

Telas e mosquiteiros
São grandes aliados. É possível aplicar substâncias repelentes nesses acessórios.

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Água parada
Tem que limpar o terreno de casa e tirar lixo e entulhos capazes de acumular água, local de criação de mosquitos.

Repelentes
Só a partir dos 6 meses de vida. Avalie com o pediatra quais os tipos permitidos para cada faixa etária.

  • Os sintomas

    O que pode denunciar a infecção pelo zika:

    + Manchas vermelhas na pele, com coceira

    + Febre

    + Dores pelo corpo

    + Conjuntivite

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