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Surto de influenza: ainda vale a pena tomar a vacina?

Segundo médico, quem não se vacinou deve buscar sua dose para a gripe, independentemente de ter tomado a injeção contra Covid-19 há pouco tempo

Por Thaís Manarini Atualizado em 17 dez 2021, 09h23 - Publicado em 15 dez 2021, 16h19

O Rio de Janeiro vem enfrentando uma epidemia de gripe causada pelo vírus Influenza A – H3N2, o mesmo que está em alta no hemisfério Norte. Mas os casos já começaram a aumentar em outras partes do país, como São Paulo, Espírito Santo e Rio Grande do Sul.

Segundo o infectologista Eduardo Medeiros, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e diretor científico da Sociedade Paulista de Infectologia (SPI), é possível que essa disseminação siga em uma curva crescente por todo o Brasil.

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“Com a pandemia de Covid-19, outras vacinas foram negligenciadas”, explica. É o caso justamente do imunizante que protege contra o vírus Influenza. Segundo o expert, alguns estados não alcançaram 50% de sua meta vacinal contra a gripe.

E não está tarde para ir atrás dessa picadinha. “Embora a atual cepa que está predominando, a H3N2 Darwin, possa ter apresentado mutações que diminuem a eficácia da vacina atual, quem não se vacinou deve, sim, ser vacinado”, reforça Medeiros.

O recado é especialmente importante para idosos, imunodeprimidos e gestantes, que podem ter um quadro mais grave caso sejam infectados pelo vírus da gripe.

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O médico explica que a vacina que temos hoje pelo menos nos defende contra outros subtipos de Influenza. Agora, uma versão do imunizante que ajude a proteger especificamente contra a cepa H3N2 Darwin só estará disponível no Brasil no próximo ano.

Até por conta disso, outras medidas de prevenção seguem essenciais, como o uso de máscara, evitar aglomerações, higienizar as mãos e manter os ambientes ventilados. Essas atitudes protegem contra o coronavírus e qualquer tipo de Influenza.

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Precisa de intervalo entre a vacina da gripe e a de Covid-19?

Uma nota técnica do Ministério da Saúde, publicada em setembro deste ano, afirma que não há necessidade de aguardar um intervalo mínimo entre as vacinas de Covid-19 e as demais utilizadas no Brasil. “Dessa forma, elas podem ser aplicadas de forma simultânea”, resume Medeiros.

“O estabelecimento de um intervalo entre as vacinas gera dificuldades operacionais, com a necessidade de múltiplas idas aos serviços de saúde e a perda de oportunidade de vacinação”, completa o médico.

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