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Suplemento de cúrcuma é perigoso? Anvisa alerta para risco ao fígado

Uso de medicamentos e suplementos à base da especiaria já foi associado a casos de intoxicação e hepatite

Por Redação VEJA Saúde
6 mar 2026, 14h47 • Atualizado em 6 mar 2026, 14h48
Cúrcuma (açafrão) para temperos não traz prejuízos à saúde, mas uso em suplementos pode ter riscos.
Cúrcuma (açafrão) para temperos não traz prejuízos à saúde, mas uso em suplementos pode ter riscos. (Designed by Freepik/Freepik)
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  • A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta sexta-feira (6) um alerta de farmacovigilância para o uso de medicamentos e suplementos alimentares que contêm cúrcuma, também conhecida como açafrão.

    De acordo com a autarquia, investigações internacionais identificaram casos raros, mas graves, de inflamação e de danos ao fígado associados ao uso desses produtos em cápsulas ou em extratos concentrados.

    “O problema está associado especialmente a formulações e tecnologias que promovem um aumento na absorção da curcumina em níveis muito acima do consumo normal”, informou a agência em nota.

    Além da agência reguladora nacional, entidades semelhantes de outros países – como Itália, Austrália, Canadá e França -, também fizeram alertas sobre o tema. Segundo a Anvisa, as autoridades de saúde dessas regiões chegaram a registrar casos de intoxicação do fígado ligados ao uso de suplementos de cúrcuma.

    Nesses países, diversas ações foram tomadas, como proibição de alguns produtos e exigência de avisos de segurança nos rótulos. Na França, por exemplo, a agência nacional de segurança sanitária identificou dezenas de relatos de efeitos adversos associados ao consumo de suplementos com cúrcuma ou curcumina (o seu princípio ativo), incluindo casos de hepatite.

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    “O alerta apresenta orientações para profissionais de saúde, fabricantes de medicamentos e suplementos alimentares e consumidores”, destacou a Anvisa.

    Tempero é seguro

    Na nota, a agência ressalta que o alerta não diz respeito ao tempero. Segundo a Anvisa, o risco de toxicidade não está relacionado ao uso da cúrcuma para o preparo de alimentos no dia a dia.

    “O pó usado na culinária é seguro e não integra o alerta, uma vez que não há evidências de risco associado ao consumo da cúrcuma como alimento e aditivo alimentar”, detalhou.

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    A especiaria, inclusive, é estudada por seus benefícios, o que, justamente, acaba induzindo a comercialização de produtos com doses altas de seus compostos.

    De acordo com a autarquia, a grande diferença é que, em medicamentos e suplementos, o produto possui concentrações mais altas e uma capacidade de ser mais absorvido pelo organismo.

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    Sinais de alerta

    Em caso de consumo desses medicamentos ou suplementos, alguns indícios podem indicar a necessidade de avaliação médica. São eles:

    • Pele ou olhos amarelados (icterícia);
    • Urina muito escura;
    • Cansaço excessivo e sem explicação;
    • Náuseas e dores na região do abdômen.

    Nesses casos, a orientação é interromper o uso imediatamente e procurar um profissional de saúde. Suspeitas de eventos adversos envolvendo medicamentos devem ser notificadas ao sistema VigiMed e, no caso de suplementos, no e-Notivisa.

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    Como medida preventiva, a Anvisa determinou a atualização, com avisos de segurança, das bulas dos medicamentos Motore e Cumiah, ambos contendo cúrcuma.

    No caso dos suplementos com cúrcuma, a agência informou que vai reavaliar o uso da substância e que também vai passar a exigir a inclusão de advertências obrigatórias sobre a possibilidade de efeitos adversos nos rótulos dos produtos.

    *COM INFORMAÇÕES DA AGÊNCIA BRASIL

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