Clique e Assine a partir de R$ 8,90/mês

Sibutramina: o que é, para que serve, efeitos colaterais e quando tomar

Esse remédio pode fazer parte do tratamento da obesidade. Mas o uso indevido da sibutramina para emagrecer traz vários riscos. Saiba mais sobre ela

Por Maria Tereza Santos Atualizado em 15 abr 2021, 19h14 - Publicado em 15 abr 2021, 15h46

O que é a sibutramina e para que serve

Estamos falando de um remédio usado para emagrecer. Ele inibe a recaptação de noradrenalina e serotonina, dois neurotransmissores que atuam no cérebro e que regulam diversas funções, como humor, sono… e o apetite. A sibutramina só é indicada em pacientes com obesidade, sob condições específicas.

O endocrinologista Fábio Trujilho, diretor do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), explica que a sibutramina favorece a perda de peso porque aumenta a saciedade. “A pessoa consegue ingerir menos calorias ao longo do dia”, arremata.

“É interessante destacar que o medicamento não age tirando a fome, mas sim ajudando o paciente a se sentir satisfeito com menos comida”, diferencia. O apetite vem, mas desaparece com menos garfadas, assim por dizer.

Quem deve tomar sibutramina

“Ela é indicada apenas para pessoas com obesidade, ou seja, com IMC maior que 30 kg/m², e que não tenham contraindicações”, informa Trujilho. “A sibutramina só deve ser receitada quando a reeducação alimentar e um programa de exercícios, por si sós, não surtirem o efeito desejado”, completa.

Cabe pontuar que esse é um fármaco de tarja preta, pelo modo como atua no cérebro. O aviso na embalagem sinaliza que o princípio ativo pode causar problemas à saúde e dependência, especialmente se utilizado sem acompanhamento e inadvertidamente.

Só dá para comprar remédios do tipo com uma receita especial, que fica retida na farmácia. A regulamentação inclusive proíbe veiculação de propagandas — desconfie e não compre ao ver anúncios em sites pela internet.

E, claro, há outros tratamentos para a obesidade disponíveis. Um médico é capaz de selecionar o mais adequado em cada contexto.

Quais as formas de administração

A sibutramina é administrada em comprimidos, com dosagens de 10 e 15 miligramas. A regularidade e o intervalo das doses são personalizados em uma conversa com o médico.

  • Principais efeitos colaterais

    Os eventos adversos mais frequentes são boca seca, constipação e insônia. Também é possível ocorrer dor de cabeça, nervosismo, palpitações, náuseas, tontura, aumento da pressão arterial e suor excessivo.

    Continua após a publicidade

    A gravidade e a frequência desses sintomas tendem a diminuir ao longo do tratamento. Mas não deixe de informar o profissional de saúde sobre os efeitos que surgirem.

    O que acontece se houver superdosagem

    “Há risco de picos de pressão arterial, arritmias cardíacas e até infarto ou acidente vascular cerebral [AVC]”, alerta Trujillo. Mais motivos para não utilizar por conta própria.

    Quais são as contraindicações

    Alguns grupos não podem tomar essa droga de antemão. São eles:

    • Crianças
    • Adolescentes
    • Gestantes
    • Idosos acima dos 65 anos
    • Indivíduos com histórico de doença cardiovascular
    • Pessoas com hipertensão descontrolada
    • Pacientes com diabetes tipo 2
    • Vítimas de transtornos alimentares (ou com histórico desses problemas)
    • Alérgicos a qualquer componente da fórmula

    Para o restante da população, o doutor deve avaliar, junto com o paciente, os riscos e os benefícios em cada caso.

    Interações medicamentosas

    A sibutramina não pode ser consumida em conjunto com outros remédios para emagrecer que agem no cérebro ou que são usados para transtornos psiquiátricos.

    Também há uma classe de antidepressivos — os inibidores da monoaminoxidase (IMAOs) — que não devem ser prescritos em conjunto com ela.

    Cuidados durante o tratamento

    “O maior ponto de atenção é seguir o acompanhamento médico regular para monitorar os resultados e a segurança do tratamento”, reforça Trujilho.

    Isso é de extrema importância para minimizar riscos e até para ajustar a dosagem, dependendo de como o paciente responde ao tratamento. A terapia tem que durar no máximo dois anos e não se recomenda consumir álcool durante esse período.

    Como toda droga com tarja preta, a sibutramina deve ser administrada sob supervisão próxima de um especialista e para casos específicos. Recorrer a ela para o “Projeto Verão” não é uma boa.

    Por fim, cabe destacar que esse ou qualquer outro tratamento contra a obesidade não dispensa a necessidade de acertar a alimentação e praticar exercícios físico com regularidade.

    Continua após a publicidade
    Publicidade