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Saúde cardiovascular melhora nos paulistas acima de 30 anos

Os moradores do estado de São Paulo têm motivos para comemorar: a redução da mortalidade foi expressiva

Por Ana Luísa Moraes 30 jun 2017, 13h14

Apresentada no congresso de 2017 da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), uma pesquisa trouxe informações positivas sobre o coração dos paulistas. Ela foi feita com comparações de dados oficiais de mortalidade por doenças cardiovasculares entre 2003/2005 e 2013/2015.

Em dez anos, o número total de mortes por causa de paradas cardíacas e afins — até os derrames foram incluídos — caiu de 445,51 a cada 100 mil habitantes para 406,86. A redução de 8,68% foi sentida com mais força na população masculina (baixa de 9,45%) do que na feminina (7,81%).

As disfunções cerebrovasculares, que abrangem o AVC, foram as campeãs na dimnuição: o número de mortes passou de 127,38 por 100 mil habitantes para 107,17, o que representa 16,3% a menos. Em segundo lugar vem a insuficiência cardíaca, com um encolhimento de 11,69%, e, na sequência, as doenças isquêmicas, como o infarto e a angina, com 8,52%.

 

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    Os achados são importantes, já que, em São Paulo, a população de até 29 anos foi de 53,1% para 44,7%. Ou seja, a porcentagem de gente acima dos 30 anos está crescendo — logo, derrubar a incidência de problemas cardiovasculares nessa turma previne cada vez mais óbitos.

    “No entanto, esse resultado seria mais relevante se fossem adotadas medidas abrangentes e eficazes de conscientização da sociedade sobre prevenção”, opina o cardiologista Ibraim Masciarelli Pinto, presidente da Socesp. “Devemos combater fatores de risco, como obesidade, tabagismo, consumo inadequado de bebidas alcoólicas, vida sedentária, hábitos alimentares equivocados, hipertensão e diabetes”, enumera.

    O avanço, como explica especialista, é bom – mas ainda temos um longo caminho a percorrer. Que essa pesquisa ajude a políticas pública de saúde e uma maior conscientização de todos.

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