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Sangramento na gravidez: 10 possíveis causas para o problema

A depender da intensidade e do estágio da gestação, sangue pode indicar quadros graves e requer atendimento de emergência

Por Valentina Bressan
2 abr 2025, 16h34
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Cólicas e dores abdominais junto de sangramento são indício de quadro de emergência (Freepik/Freepik)
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Apresentar um sangramento durante a gravidez é sinônimo de preocupação para qualquer gestante. A cautela é justificada, já que o sintoma pode indicar emergências obstétricas, mas o sangramento é uma ocorrência comum. 

A gravidade do quadro só pode ser determinada por um médico. Por isso, qualquer caso deve ser avaliado de imediato: busque um hospital e contate o profissional responsável pelo acompanhamento da gestação.

Exames físicos e hemogramas, assim como ultrassons, costumam ser usados para fazer o diagnóstico. A idade gestacional e o histórico clínico também ajudam a determinar a causa.

Conheça 10 causas para o sangramento durante a gravidez.

1. Sangramento de implantação

É um sangramento leve, que acontece de 10 a 14 dias após a fecundação. Também chamado de sangramento de nidação, indica que a união de óvulo e espermatozoide se fixou na parede do útero. A cor do sangue costuma ser rosada ou marrom. 

2. Abortamento

Principalmente durante o primeiro trimestre de gravidez, o sangramento pode indicar aborto espontâneo. Cólicas são outro sintoma.

O quadro pode ser classificado em ameaça de abortamento, quando não há perda gestacional evidenciada pelo exame de ultrassom. Também podem haver casos de abortamento incompleto ou retido.

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Procedimentos para esvaziamento do útero podem ser necessários, assim como a administração de antibióticos.

A perda gestacional não significa que a gestante fez algo de errado. O abortamento ocorre, em geral, quando há alguma má-formação no feto que impede o desenvolvimento.

3. Gravidez ectópica

Outra razão para sangramentos no primeiro trimestre é a gestação que ocorre fora do útero, chamada de gravidez ectópica. Ela acontece quando o embrião se implanta fora do útero – nesses casos, ele costuma ser encontrado fixado na tuba uterina.

A gravidez ectópica não tem possibilidade de desenvolvimento. Ela acarreta um abortamento espontâneo ou exige intervenção médica, que pode ser medicamentosa ou cirúrgica. 

As chances são maiores quando já houve uma gestação anterior deste tipo, quando há diagnóstico de endometriose ou doença inflamatória pélvica, e ainda nos raros casos em que a pessoa engravida enquanto utiliza um DIU.

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4. Mola hidatiforme

Também chamada de gravidez molar, é resultado de uma alteração genética no momento da fecundação. Acontece quando um mesmo óvulo é fecundado por dois espermatozoides ou um óvulo sem núcleo é fecundado. 

A produção de hCG – o hormônio da gonadotrofina coriônica humana – aumenta, o que gera testes positivos de gravidez e sintomas como náuseas, mas a gestação não tem chances de evoluir. O quadro leva a sangramentos no primeiro trimestre, e o diagnóstico é feito por meio de ultrassom e exame de sangue.

+Leia também: Síndrome de HELLP: entenda quadro que levou Lexa a ter parto prematuro

5. Placenta prévia

Quando o sangramento aparece na metade final da gravidez, é indolor e tem coloração vermelho vivo, pode indicar um caso de placenta prévia – quando a placenta fica implantada em uma posição mais baixa, cobrindo parcial ou totalmente a entrada do colo do útero.

Exames de imagem permitem visualizar a localização da placenta. Uma cesárea pode ser necessária para o nascimento seguro do bebê.

6. Descolamento prematuro de placenta

Mais comum entre a 24ª e a 26ª semanas da gestação, o descolamento da placenta antes do parto interrompe a oferta de oxigênio e nutrientes ao feto e pode gerar hemorragia severa na gestante. 

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É um quadro grave, que exige atendimento de emergência. O sangramento, em geral com coágulos, aparece acompanhado de dor abdominal ou lombar. A alta na pressão arterial é uma das causas do descolamento, que também pode acontecer devido a acidentes e traumas. 

7. Sensibilidade no colo do útero

O sangramento pode ser motivado por uma sensibilidade aumentada no colo do útero, comum durante a gestação.

Quando se nota um sangramento leve após uma relação sexual ou um exame pélvico, como um ultrassom transvaginal, em geral a causa é o aumento do fluxo de sangue para o colo do útero e a fragilidade dos vasos sanguíneos nesta região.

8. Pólipos cervicais

Quando o sangramento aparece após relações sexuais ou exames pélvicos, outra possibilidade de causa são os pólipos cervicais. Esses crescimentos benignos no colo do útero não costumam gerar sintomas, mas podem causar sangramento, seja durante uma gestação ou não.

Se houver infecção nos pólipos, corrimento vaginal também pode estar presente. Os pólipos podem ser removidos com um procedimento simples em consultório. 

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9. Inflamações 

A cervicite, inflamação no cérvix (o colo do útero), é uma das responsáveis por sangramentos vaginais. A inflamação também pode ocorrer durante a gestação, e se não tratada, acarreta em riscos ao bebê. 

A origem da cervicite é infecciosa e comumente ligada à clamídia ou gonorreia, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). 

10. Início do trabalho de parto

No final da gestação, um sangramento leve e misturado com muco é sinal de que o trabalho de parto está começando. Quando o colo do útero se dilata para iniciar o parto, pequenos vasos sanguíneos se rompem, gerando esse sangramento.

 

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