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Rugas faciais podem sinalizar risco de morte por doença cardiovascular

Pesquisadores descobrem esse elo inusitado – e apontam, como possível causa, a chamada aterosclerose, uma condição por trás de infarto e AVC

Por Maria Tereza Santos Atualizado em 4 set 2018, 10h16 - Publicado em 3 set 2018, 17h47

Quem diria: as rugas faciais podem ser um sinal de alerta para o infarto ou AVC. E isso não tem a ver com o envelhecimento, segundo novo estudo.

A pesquisa foi apresentada no congresso anual da Sociedade Europeia de Cardiologia, em Munique, na Alemanha. Os cientistas analisaram o rosto de 3 200 adultos saudáveis entre 32 e 62 anos. Eles criaram uma pontuação que ia de 0 (ausência de rugas) a 3 (alto número dos sinais de expressão).

Os voluntários então foram acompanhados por 20 anos. Durante esse período, 233 participantes morreram por diversas causas.

Aqueles que somaram dois ou três pontos foram considerados até dez vezes mais propensos a morrer por piripaques cardíacos, quando comparados aos que não pontuaram. Os que fizeram um ponto apresentaram um risco só ligeiramente maior de falecer do que os que tiraram nota 0.

Cabe destacar que, nesse levantamento, os cientistas controlaram certos fatores de risco, como a idade e o estresse proporcionado pelo trabalho (ambos ligados a doenças cardiovasculares e rugas). Dito de outra forma, nem o envelhecimento e nem o estresse explicam por completo essa associação curiosa – e perigosa.

Aterosclerose, o possível elo perdido

Mas, então, o que está por trás da conexão entre rugas na testa e panes no coração? Embora não tenham avaliado essa questão diretamente, os autores do trabalho apostam na aterosclerose. Vamos explicar isso passo a passo.

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A aterosclerose nada mais é que a formação de placas de gordura que entopem as artérias, tornando-as menos elásticas e estreitando o caminho do sangue. Esse processo impede o oxigênio de chegar na quantidade necessária aos órgãos – é o estopim para infartos e derrames.

Acontece que tanto a aterosclerose como as rugas se desenvolvem, entre outras razões, em decorrência do estresse oxidativo (o excesso de radicais livres). Além desse elo em comum, os vasos sanguíneos da testa são particularmente finos. Isso os torna mais sensíveis à formação das placas.

Simplificando tudo isso, é como se o acúmulo de rugas apontasse que a circulação sanguínea não anda lá muito bem. E, quando isso ocorre, o coração sofre.

“Esta é a primeira vez em que uma ligação entre rugas e problemas cardiovasculares é estabelecida. Então, as descobertas precisam ser confirmadas em novas pesquisas”, pondera, em comunicado à imprensa, Yolande Esquirol, líder do estudo e professora de saúde ocupacional no Centro Hospitalar Universitário de Toulouse, na França.

De qualquer maneira, os autores acreditam que a pontuação de rugas criada pode virar, no futuro, um método auxiliar para estabelecer o risco de um paciente infartar ou sofrer um AVC. Fora que esses sinais de expressão são facilmente detectáveis – eles estão na cara.

Possíveis causas da aterosclerose

Há vários fatores que incitam o acúmulo de gordura nos vasos. Por exemplo:

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