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Quem entra em contato com alguém com sarampo deve tomar a vacina de novo?

Mesmo quem recebeu as doses de vacinação direitinho precisa de um reforço caso tenha convivido com uma vítima do sarampo

Por Chloé Pinheiro Atualizado em 31 ago 2020, 12h51 - Publicado em 30 jul 2019, 12h07

A recomendação oficial para se proteger contra o sarampo é tomar a vacina duas vezes. Mas mesmo quem recebeu essas picadas adequadamente precisa de uma dose de reforço caso tenha entrado em contato com uma pessoa infectada.

A isso se dá o nome de vacina de bloqueio – é uma estratégia especialmente comum durante campanhas como a de São Paulo em 2019. Trata-se de um procedimento em momentos de surto, nos quais os agentes de saúde inclusive podem visitar as pessoas em suas casas ou no trabalho.

Isso serve para minimizar o risco de transmissão e praticamente zerar a probabilidade de falha vacinal – quando a aplicação das injeções, mesmo se correta, não surte efeito no sistema imune, o que é raro no caso do sarampo.

  • Essa dose extra faz sentido, uma vez que o sarampo é altamente contagioso. “Em um avião com cem pessoas não vacinadas, 90 ficarão doentes se uma estiver infectada. Os passageiros do próximo voo também vão sofrer, porque o vírus fica no ar por até duas horas”, revela Rosana Richtmann, infectologista do Instituto Emílio Ribas, na capital paulista.

    Ou seja, não custa tomar mais uma picada para praticamente anular o risco de transmissão.

    Faz mal tomar mais de duas doses da vacina do sarampo?

    Excluindo os grupos com contraindicação, não. “É um reforço e estamos falando de anticorpos a mais, obtidos por uma vacina segura”, comenta Rosana.

    Agora, quem tomou as duas doses e não teve nenhum episódio por perto, no trabalho, no prédio ou na faculdade, pode dispensar esse reforço. A recomendação de uma terceira aplicação vale só para a vacina de bloqueio.

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