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O que é o desvio de septo e quando é preciso operá-lo?

Nem sempre o desenho do nariz é perfeitamente reto, e, em alguns casos, isso gera vários problemas

Por Layla Shasta (texto), Letícia Raposo/Estúdio Coral (design) e Rodrigo Damati (ilustrações) 16 abr 2026, 14h00
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O desvio de septo é comum e nem sempre gera incômodos (Foto: Tom Werner/Getty Images Infográfico: Letícia Raposo/Estúdio Coral (design) e Rodrigo Damati (ilustrações)/Veja Saúde)
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  • Mais de 5 mil pessoas foram internadas para corrigir um desvio de septo nasal no Brasil em 2025 somente na rede pública, segundo dados do DataSUS.

    Esse problema é bem comum, mas nem sempre é preciso fazer uma cirurgia para endireitar o nariz. Entenda mais a seguir:

    A parede

    O septo é quem divide o nariz. Essa minimuralha é formada por osso, cartilagem e mucosa. Por isso, é firme, mas flexível. Graças à sua presença, o nariz é como uma caverna dividida em duas fossas.

    Idealmente, o septo deveria ficar exatamente no centro, de modo que os lados esquerdo e direito tivessem o mesmo tamanho. Mas está desalinhado em até 80% das pessoas no mundo.

    O desvio

    A maioria nem percebe. No entanto, algumas pessoas têm um septo ainda mais fora do esquadro, causando obstrução na cavidade nasal. É aí que chamamos de “desvio de septo”. Isso pode estar presente desde o nascimento, ser causado por um trauma ou resultar de danos decorrentes de tratamentos médicos anteriores.

    Nesse contexto, sintomas incômodos podem surgir.

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    Clique na imagem para ampliar (Foto: Tom Werner/Getty Images Infográfico: Letícia Raposo/Estúdio Coral (design) e Rodrigo Damati (ilustrações)/Veja Saúde)
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    O transtorno

    Em pessoas com o problema, um lado do nariz pode ser mais largo que o normal e o outro mais estreito. Isso altera a passagem de ar, que tende a ser bloqueada no lado mais apertado — ou nos dois!

    As consequências são as mais diversas: dificuldade para respirar, crises recorrentes de sinusite, roncos durante a noite, cansaço diurno e ressecamento na pele da mucosa, causando sangramentos.

    O bisturi

    O diagnóstico é feito geralmente a partir de uma nasofibroscopia, espécie de endoscopia nasal. A cirurgia é indicada quando o paciente apresenta dificuldade na passagem do ar pelo nariz, com uma obstrução que dificulta as atividades do seu dia a dia ou o sono de qualidade.

    Já para casos mais leves, medidas como lavar o nariz ou usar certos medicamentos podem melhorar os sintomas.

    +Leia também: Outono e saúde: o que muda no corpo e como evitar resfriados e alergias

    Entenda como é feita a cirurgia de desvio de septo

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    (Rodrigo Damati/Veja Saúde)
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    1. Acesso

    A operação é feita com anestesia geral, mas tudo acontece somente dentro do nariz, sem cortes externos. Primeiro, se usa um espéculo ou endoscópio (equipamento com uma câmera acoplada) para visualizar o septo.

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    (Rodrigo Damati/Veja Saúde)

    2. Correção

    A mucosa que recobre o septo é descolada para expor a cartilagem e o osso desviados. Para centralizá-los, pode ser preciso retirar excessos de osso, cartilagem ou tecido, remodelando e reposicionando estruturas.

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    (Rodrigo Damati/Veja Saúde)

    3. Resultado

    Com o septo centralizado, a passagem de ar é desobstruída. Mas, quando necessário, também é feita a redução dos cornetos nasais, conhecidos popularmente como “carne esponjosa”, para otimizar o fluxo do ar.

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    tempo
    (Rodrigo Damati/Veja Saúde)

    4. Duração

    O procedimento é bem rápido: tudo se resolve em entre 30 e 90 minutos, variando de acordo com a complexidade do quadro. O paciente recebe alta algumas horas após a cirurgia ou, no máximo, no dia seguinte

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    (Rodrigo Damati/Veja Saúde)

    5. Pós-operatório

    A recuperação completa é esperada após quatro semanas, e, até lá, o indivíduo pode sentir inchaço e congestão nasal, ambos controlados com medicação.

    E a carne esponjosa?

    Em grande parte dos casos, para corrigir a obstrução, não basta só endireitar a “parede torta”. É que, quando o septo está desviado, um dos principais efeitos é o aumento dos cornetos nasais, as estruturas que filtram o ar.

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    No lado onde sobra espaço, eles tendem a crescer mais — é a tal da carne esponjosa. Por isso, muitas vezes, junto à septoplastia é preciso reduzir os cornetos com outro procedimento, a turbinoplastia. Assim, é possível respirar melhor.

    Fonte: Márcio Salmito, otorrinolaringologista do Hospital Alemão

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