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O que é extrassístole? Conheça as causas, sintomas e tratamentos

Considerada uma forma de arritmia cardíaca, condição pode afetar tanto indivíduos saudáveis quanto portadores de doenças cardíacas

Por Eduardo Barcelos 5 ago 2026, 14h14 | Atualizado em 5 ago 2026, 14h49
Mãos de um médico digitando em um laptop prateado, com um eletrocardiograma, um estetoscópio e um caderno com caneta amarela sobre a mesa
Alterações no ritmo cardíaco nem sempre exigem tratamento, mas é preciso investigar o motivo de fundo para o problema (Magnific/Magnific)
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As extrassístoles são batimentos cardíacos adicionais que ocorrem fora do ritmo fisiológico normal do coração. Por essa definição, elas são consideradas uma forma de arritmia cardíaca, termo genérico que descreve qualquer alteração no ritmo dos batimentos.

Enquanto as arritmias podem abranger tanto ritmos muito rápidos (taquicardias) quanto muito lentos (bradicardias), as extrassístoles se manifestam de modo diferente: são batimentos precoces que interrompem a sequência normal do coração.

Em um adulto saudável, a frequência cardíaca média em repouso situa-se entre cerca de 60 e 80 batimentos por minuto. Esse ritmo é comandado pelo nó sinoatrial, pequena estrutura formada por células especializadas, responsável por gerar impulsos elétricos espontâneos.

Esses impulsos determinam o ritmo cardíaco e iniciam a contração do músculo do coração, funcionando como uma espécie de marcapasso natural do órgão.

Nas extrassístoles, contudo, ocorre um disparo elétrico fora desse nó. Curiosamente, o que a pessoa sente como uma “parada” não costuma ser a extrassístole em si, mas a pausa compensatória que vem em seguida e o batimento subsequente, normalmente mais forte.

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A seguir, conheça as causas, os sintomas e os tratamentos.

Causas e sintomas

As extrassístoles podem afetar diversos tipos de pessoas e, embora possam ocorrer em quem já tem doenças cardíacas diagnosticadas, também aparecem em indivíduos saudáveis. Muitos casos inclusive são caracterizados como idiopáticos, quando não há uma causa aparente para a arritmia.

Pessoas que não são cardiopatas e apresentam extrassístole muitas vezes podem ter no estilo de vida uma explicação para a alteração: o consumo excessivo de cafeína e álcool, o uso de drogas ilícitas ou nicotina, por exemplo, são algumas das causas principais para mudanças no ritmo dos batimentos. Ansiedade, estresse emocional e privação de sono também são motivos comuns nesses casos.

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As extrassístoles também podem ser a manifestação de condições subjacentes, que variam desde problemas estruturais no coração até distúrbios localizados em outras partes do corpo. A lista inclui infarto do miocárdio, a miocardite e os problemas nas válvulas cardíacas.

A insuficiência cardíaca e os distúrbios da tireoide, como o hipertireoidismo, também podem estar associados às extrassístoles. A pressão alta crônica, por sua vez, pode causar alterações estruturais no coração que ajudam no surgimento dessas arritmias.

Além disso, não é incomum que as extrassístoles sejam totalmente assintomáticas. Nesses casos, a condição é descoberta casualmente, em exames de rotina. Quando os sinais se tornam evidentes, os mais comuns incluem sensação de palpitação, “trancos” no peito, falta de ar, fadiga, tontura e dor torácica.

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Em casos raros, em que as extrassístoles sejam muito frequentes, pode ocorrer o desenvolvimento de insuficiência cardíaca.

Tratamentos

Na ausência de doença cardíaca estrutural, as extrassístoles assintomáticas podem ser benignas e, portanto, não exigir tratamento específico. Entretanto, nos casos em que o tratamento é necessário, ele deve ser orientado por um profissional de saúde, após uma avaliação específica do quadro.

Em grande parte das vezes, mudanças no estilo de vida se apresentam como um passo importante. Recomenda-se reduzir o estresse diário e o consumo de substâncias nocivas, como tabaco, cafeína e álcool. A prática regular de exercícios aeróbicos e a melhora da rotina de sono também podem ajudar no controle dos batimentos.

Quando há necessidade de medicamentos, os betabloqueadores são, geralmente, a primeira escolha para pacientes com doenças estruturais no coração. Eles reduzem a ação da adrenalina sobre o órgão, contribuindo para a diminuição da frequência cardíaca.

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