Mitos e verdades dos genéricos
Entenda os testes e controles que garantem a qualidade, a segurança e a eficácia desses medicamentos
Presentes há mais de duas décadas no Brasil, os medicamentos genéricos ampliaram o acesso da população a diferentes tratamentos e hoje fazem parte da rotina de milhões de brasileiros. Nas farmácias, chegam ao consumidor com preços mais baixos que os medicamentos de referência. Mas essa diferença ainda pode alimentar uma dúvida: se custa menos, a eficácia e a qualidade são as mesmas?
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece os critérios para o registro e a comercialização desses medicamentos. Antes de chegar às farmácias, um genérico precisa atender a uma série de exigências que demonstram sua qualidade, segurança e eficácia.¹
Confira o que é mito e o que é verdade sobre esses medicamentos.
1 – O genérico é apenas parecido com o medicamento de referência
Mito. O medicamento genérico deve conter o mesmo princípio ativo, na mesma dose e forma farmacêutica, ser administrado pela mesma via e ter a mesma indicação terapêutica do medicamento de referência.¹˒² Além disso, estudos como os de equivalência farmacêutica e bioequivalência são utilizados para demonstrar a equivalência entre os medicamentos, conforme os critérios estabelecidos pela Anvisa.¹˒²
2 – Os genéricos têm eficácia menor
Mito. Para obter o registro, o genérico passa por estudos que comparam seu desempenho ao do medicamento de referência, entre eles os de equivalência farmacêutica e bioequivalência.¹˒² O cumprimento desses requisitos permite que o genérico seja intercambiável com o medicamento de referência, observadas as regras de prescrição e dispensação.¹˒²
3 – Se é mais barato, a qualidade é inferior
Mito. A diferença está no modelo de desenvolvimento, e não em exigências de qualidade menos rigorosas. Como o princípio ativo já é conhecido e estudado, não é preciso refazer toda a pesquisa envolvida na criação de uma molécula inédita.¹˒³ No Brasil, o genérico deve chegar ao mercado por um valor pelo menos 35% inferior ao do medicamento de referência correspondente.⁴
4 – Fazer um genérico é apenas reproduzir uma fórmula?
A produção de um medicamento genérico envolve muita ciência aplicada e controles. São avaliados aspectos do medicamento de referência como forma farmacêutica, via de administração, quantidade e identidade do princípio ativo, além da forma como a substância é absorvida e fica disponível no organismo.¹˒²
Mas, muito mais do que reproduzir uma formulação, faz parte do processo de desenvolvimento focarmos numa atualização tecnológica e de materias, de modo que também tenhamos uma otimização da formulação, mantendo a mesma performance.
Na Medley, farmacêutica que completa 30 anos no mercado brasileiro em 2026, o rigor de qualidade está presente em diferentes etapas do processo produtivo, desde a avaliação de matérias-primas e materiais de embalagem até os controles realizados ao longo da fabricação.⁵˒⁶
Segundo a empresa, uma das pioneiras na categoria, seus processos internos de controle de qualidade realizam cerca de 30 mil testes por hora, reforçando a robustez dos controles aplicados à produção de medicamentos genéricos.⁷
5 – Dá para reconhecer um genérico pela embalagem
Verdade. Os medicamentos genéricos são identificados pelo nome do princípio ativo, e não por um nome de marca do medicamento. A embalagem também traz a tarja amarela com a inscrição “Medicamento Genérico”, a letra “G” e a referência à Lei nº 9.787/99.¹ A substituição pelo genérico correspondente deve ser orientada pelo farmacêutico.⁴
6 – Os genéricos ampliaram as opções de tratamento
Verdade. Criados no Brasil pela Lei nº 9.787, de 1999, os medicamentos genéricos passaram a integrar a política de medicamentos como uma importante ferramenta para ampliar o acesso da população a tratamentos seguros, eficazes e de qualidade.⁴
Ao oferecer alternativas aos medicamentos de referência, os genéricos ampliam as possibilidades de escolha e contribuem para tornar os tratamentos mais acessíveis. Esse impacto ganha ainda mais relevância em tratamentos contínuos, nos quais o medicamento precisa ser adquirido por meses ou anos e a diferença de preço pode representar uma economia significativa ao longo do tempo.
Ao completar 30 anos em 2026, a Medley reforça seu compromisso com a qualidade e com a ampliação do acesso à saúde, pilares que acompanham sua trajetória e sua atuação no mercado brasileiro de medicamentos genéricos.
*Fonte: Jussara Barbutti, Diretora Científica da Medley
Referências
- Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Conceitos e definições. Atualizado em 14 abr. 2026. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/acessoainformacao/perguntasfrequentes/medicamentos/conceitos-e-definicoes Acesso em: 28 set. 2026.
- Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Farmacopeia Brasileira, 6ª edição – Equivalência farmacêutica e bioequivalência de medicamentos. Disponível em: https://bibliotecadigital.anvisa.gov.br/jspui/handle/anvisa/12287. Acesso em: 28 set. 2026.
- Medley. Mitos e verdades sobre os genéricos. Disponível em: https://www.medley.com.br/saude-e-bem-estar/saude-fisica/cuidados/mitos-e-verdades-sobre-genericos. Acesso em: 28 set. 2026.
- Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Medicamentos Genéricos. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/genericos. Acesso em: 28 set. 2026.
- Medley. A ciência por trás da fabricação dos remédios. Disponível em: https://www.medley.com.br/generico/fabricacao. Acesso em: 28 set. 2026.
- Medley. Sobre a Medley. Disponível em: https://www.medley.com.br/sobre-nos. Acesso em: 28 set. 2026.
- Medley. Qualidade e Segurança. Disponível em: https://www.medley.com.br/sobre-nos/gestao-de-qualidade. Acesso em: 28 set. 2026.







