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Meditação versus esclerose lateral amiotrófica

A prática atenua sintomas e melhora o bem-estar de pessoas com ELA, doença neurodegenerativa e progressiva

Por Vand Vieira Atualizado em 14 mar 2018, 12h58 - Publicado em 21 Maio 2017, 10h04

Enquanto não surge um recurso capaz de impedir o avanço da esclerose lateral amiotrófica (ELA), profissionais investem nas terapias complementares para preservar a qualidade de vida dos portadores. E um bom exemplo é a meditação, alvo de um estudo publicado no Jornal Europeu de Neurologia.

Pesquisadores italianos submeteram 100 pacientes a um programa de mindfulness, um tipo popular da técnica, ao longo de oito semanas. Ao final, notaram ganhos significativos em relação à redução de sintomas de ansiedade e depressão, comuns nesses casos. “Seja qual for o estágio, a prática estimula emoções positivas, favorecendo até mesmo a resposta ao tratamento convencional”, afirma o fisioterapeuta Paulo Ramos, do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo.

Apoio em outra pane nervosa

A meditação também presta serviço a pessoas com esclerose múltipla, condição que, apesar do nome, é mais prevalente e diferente da ELA. Nesse caso, a doença causa uma agressão a alguns grupos de neurônios e, dependendo da área ou extensão, traz prejuízos a visão, locomoção ou cognição.

“Embora os portadores de esclerose múltipla contem com um arsenal bem mais amplo e eficiente de tratamentos, a doença também não tem cura e preocupa os pacientes e familiares”, contextualiza o neurologista Rodrigo Thomaz, do Hospital Israelista Albert Einstein, na capital paulista.

A boa notícia é que, de acordo com um experimento capitaneado pela Universidade de Melbourne, na Austrália, uma sessão de meditação por semana seria o suficiente para elevar o bem-estar geral e reduzir manifestações de angústia e depressão.

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