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Isolar, testar e rastrear: os pilares para vencer a pandemia

Num cenário cheio de incertezas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça essas três estratégias contra a Covid-19

Por André Biernath - 15 Maio 2020, 14h00

Apesar dos constantes avisos de cientistas e centros de pesquisa de que um novo vírus estava por vir e causaria estragos, o coronavírus pegou o mundo de surpresa: os governantes não tinham a menor ideia do que fazer para conter a ameaça iminente. Passados cinco meses desde que tudo começou, alguns caminhos já estão delineados e são consenso entre as autoridades de saúde pública, como a própria OMS.

A partir de experiências bem-sucedidas em países como Coreia do Sul, Singapura e Alemanha, é possível afirmar que três ações são cruciais no atual momento: primeiro, seguir o isolamento social para diminuir a taxa de infecção e reduzir o impacto no sistema de saúde.

Em segundo e terceiro lugares, figuram a realização de testes em massa e o rastreio dos pacientes, como uma forma de saber em detalhes o número de casos em cada região e monitorar como a doença está se espalhando. Se implementadas adequadamente, essas resoluções não só protegem a população como permitirão flexibilizar, aos poucos, as medidas de distanciamento social — pelo menos até termos vacina e remédios eficazes. 

Passado: Em 1920, a gripe espanhola chegava ao seu fim

Ilustrações: Daniel Almeida/SAÚDE é Vital

Diferentemente do que seu próprio nome sugere, essa moléstia não começou na Espanha, mas, sim, em campos militares dos Estados Unidos por volta de 1918, em meio à Primeira Guerra Mundial. Em pouco tempo, o vírus influenza se alastrou pelos continentes, infectou 500 milhões de indivíduos e matou entre 17 e 50 milhões deles. Há exatamente um século, esse episódio triste e complexo da história da humanidade finalmente ganhava seu ponto final. 

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Futuro: Robôs reforçam a luta contra a Covid-19

Ilustrações: Daniel Almeida/SAÚDE é Vital

 

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O Laboratório de Robótica Móvel da Universidade de São Paulo em São Carlos desenvolveu e está testando uma tecnologia que auxilia profissionais de saúde em enfermarias e unidades de terapia intensiva (UTI). O robô parece um carrinho e consegue distribuir remédios e refeições entre os pacientes internados de forma autônoma. Isso minimiza o contato humano e reduz o risco de contágio com o novo coronavírus. 

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Um lugar: Em São Caetano do Sul, o teste vai até você

Ilustrações: Daniel Almeida/SAÚDE é Vital

A cidade do ABC paulista lançou um serviço pioneiro que leva o exame da Covid-19 até a casa dos cidadãos. Funciona assim: quem estiver com sintomas sugestivos (tosse, febre, falta de ar…) acessa um site ou liga para um número de telefone. Se o caso preencher alguns critérios, uma equipe vai até a residência e coleta o material, que é encaminhado para um laboratório de análises clínicas. Isso diminui a circulação pelas ruas e avenidas do município.

 

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Um dado: 4,1 mil mortes por tuberculose todos os dias

Ilustrações: Daniel Almeida/SAÚDE é Vital

Até abril de 2020, a tuberculose era a doença infecciosa mais mortal do planeta. Seu causador, o bacilo de Koch, afeta gravemente os pulmões e costuma ficar escondido por anos no organismo antes de se manifestar por meio de tosses, dificuldade para respirar e sangramentos. Nas últimas semanas, o Sars-CoV-2, o nome científico do novo coronavírus, tomou a liderança desse ranking nefasto e deve seguir firme na dianteira pelos próximos meses. 

Uma frase

“Crises muito sérias podem afetar preferências políticas e escolhas políticas. Então, se este evento [a pandemia atual] for severo o suficiente, ele pode alterar as preferências do eleitorado de forma que se mova para uma defesa de um estado de bem-estar social mais forte, impostos mais altos para pagar pelos déficits causados por pacotes de estímulo, mais assistência médica e maior proteção aos  trabalhadores.”

Ilustrações: Daniel Almeida/SAÚDE é Vital

 

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Walter Scheidel, historiador e professor da Universidade Stanford, nos Estados Unidos 

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