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Implante de silicone na mama pode causar linfoma? Entenda caso de influencer que descobriu câncer

Embora raros, diferentes tipos de câncer podem surgir como consequência direta de um implante de silicone. Conheça os sinais

Por Maurício Brum
5 fev 2026, 09h48 • Atualizado em 6 fev 2026, 14h33
implante-silicone
Próteses texturizadas de silicone, preferidas no passado para melhorar a aderência após o implante, estão mais associados ao desenvolvimento do linfoma (Spitalier Philippe - www.dr-spitalier.com/Wikimedia Commons)
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  • A atriz e influenciadora Evelin Camargo revelou, nas redes sociais, que recentemente foi diagnosticada com um tipo raro de câncer relacionado ao implante de próteses mamárias. A descoberta da doença veio após um aumento súbito no volume de uma das mamas no final de dezembro, que levou à necessidade de investigar mais profundamente o caso.

    Muitas vezes confundido com uma ruptura da prótese, esse aumento na verdade pode ser sinal de um problema de saúde mais sério.

    Embora ocorra nos seios, não se trata de um câncer de mama, mas de um linfoma – conhecido de forma técnica como linfoma anaplásico de grandes células associado a implantes mamários, ou BIA-ALCL, na sigla em inglês.

    Confira o relato de Evelin e, abaixo, entenda mais sobre o BIA-ALCL e a relação entre prótese de silicone e câncer.

     

    O que é o BIA-ALCL e como ele surge

    O BIA-ALCL é um tipo de linfoma que pode se desenvolver no fluido e no tecido cicatricial (também conhecido como cápsula fibrosa) que se forma ao redor da prótese de silicone. A complicação é rara e parece estar mais relacionada a implantes texturizados, embora possa ocorrer com qualquer tipo de prótese.

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    Não se sabe exatamente o que faz uma pessoa desenvolver esse linfoma enquanto outras que receberam o mesmo implante podem passar anos sem qualquer complicação.

    Acredita-se que o mecanismo de proliferação das células tumorais se relacione a infecções e inflamações crônicas na cápsula fibrosa, mas é plausível que também haja um componente genético que torna algumas pacientes mais propensas a ter esse tipo de câncer.

    +Leia também: “Era tudo escuridão”: um câncer após a prótese de silicone

    Como é o diagnóstico e o tratamento

    Em geral, o BIA-ALCL é descoberto de forma casual após alguma alteração inesperada nas mamas, como endurecimento, formação de nódulo, dores persistentes ou, como é mais comum e também ocorreu com Evelin Camargo, um inchaço súbito.

    Esse aumento de tamanho pode estar relacionado à ruptura da prótese ou a um seroma pós-operatório, por isso exames de imagem são indicados para investigar mais a fundo. Caso a prótese esteja íntegra e o inchaço tenha mesmo relação com um acúmulo de fluido ao redor do implante, uma biópsia é necessária para determinar se o caso é um linfoma.

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    A partir daí, o tratamento depende de quão avançado está o câncer. Em muitos casos, a simples remoção do implante, junto com a cápsula fibrosa e outras massas ao redor, é suficiente. Quando a cápsula não pôde ser removida por completo, ou se a doença já se espalhou para os linfonodos vizinhos (algo que ocorre em 5% dos casos), podem ser necessários tratamentos complementares, como quimioterapia e radioterapia.

    Como a maioria dos casos é detectada cedo o suficiente para o linfoma ainda estar localizado na área em torno do implante, a doença é considerada altamente tratável, com bom prognóstico para a grande maioria dos pacientes.

    Outro câncer mais raro também tem relação com implantes de silicone

    O BIA-ALCL é um linfoma raro, com prevalência estimada de um caso a cada 30 mil pessoas que receberam implantes mamários. Mas não é o único câncer relacionado às próteses conhecido atualmente: ainda mais incomum e agressivo é o carcinoma espinocelular associado ao implante mamário de silicone, conhecido pela sigla em inglês BIA-SCC.

    Com poucas centenas de casos documentados no mundo, o BIA-SCC tem uma mecânica distinta à do BIA-ALCL e evolui muito mais rapidamente, com progressão para linfonodos, músculos e ossos vizinhos. A doença é tão rara que, no Brasil, o primeiro caso conhecido só foi publicado na literatura científica no ano passado. Por ser ainda menos prevalente, os gatilhos específicos e fatores de risco ainda são um mistério para a ciência.

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    Nos dois casos, cânceres associados aos implantes de silicone são ocorrências extremamente incomuns, e não devem gerar pânico em mulheres que já passaram pela cirurgia.

    No entanto, as notícias reforçam o alerta dos especialistas: em caso de qualquer alteração ou desconforto após colocar uma prótese mamária, busque sempre orientação com o médico que realizou a cirurgia e faça os exames indicados, se houver suspeita de algo fora do padrão.

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