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Fraturas de quadril vão aumentar no Brasil e no mundo; saiba como prevenir

Estudo aponta que a incidência desse problema crescerá 4 vezes até 2050, junto com o envelhecimento populacional. Mas é possível manter os ossos saudáveis

Por Lucas Rocha
Atualizado em 19 jul 2023, 19h02 - Publicado em 19 jul 2023, 19h01

A incidência de fraturas de quadril em todo o mundo deve quase dobrar até 2050. No Brasil, o número poderá aumentar em quatro vezes, um salto estimado de pouco mais de 50 mil para 199 mil casos anuais.

Os dados são de um amplo estudo internacional publicado no periódico científico Journal of Bone and Mineral Research.

A pesquisa contou com a participação de especialistas das universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Harvard, dos Estados Unidos; Oxford, do Reino Unido; Monash, da Austrália, e de Hong Kong.

A ocorrência desse tipo de fratura caiu na maioria das regiões do mundo nos últimos anos. No entanto, a queda observada em muitos países será revertida com o envelhecimento da população e o consequente aumento da osteoporose, doença que fragiliza os ossos e leva às quebras.

A fratura de quadril é considerada um problema de saúde pública, devido às complicações que levam à perda de autonomia dos indivíduos, além de aumento da mortalidade.

O estudo mostra lacunas relevantes na prevenção de novas fraturas por indivíduos que já sofreram esse tipo de lesão e destaca que homens estão em maior risco do que as mulheres.

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+ Leia também: Osteoporose: a importância da prevenção de fraturas por fragilidade óssea

Ampla análise

Para chegar aos resultados, os pesquisadores avaliaram bases de dados de pacientes com 50 anos ou mais de 19 países, no período de 2005 a 2018.

As taxas de incidência de fratura de quadril foram estimadas e padronizadas com dados da Organização das Nações Unidas (ONU). As projeções para os próximos anos, 2030, 2040 e 2050 seguiram tendências e dados do Banco Mundial.

Mais de 4 milhões de casos foram identificados dentro do grupo estudado. As taxas de incidência relatadas variaram de 95,1, no Brasil a 315,9, na Dinamarca, por 100 mil habitantes.

+ Leia também: Pessoas com osteoporose podem (e devem) fazer exercícios

Os cientistas também calcularam a proporção de pacientes que tomaram medicação anti-osteoporose (prescrita para diminuir o risco de novos incidentes) em até 12 meses após a lesão e a taxa de mortalidade.

O Brasil não foi incluído nessa parte da análise. No geral, menos de 40% dos acometidos receberam a medicação em tempo oportuno (com exceção do Reino Unido).

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Em relação à mortalidade, entre 12% e 25% das mulheres que sofreram uma fratura de quadril morreram até um ano depois da lesão. Nos homens, o número variou de 19% a 36%.

Além da diferença no risco de morrer, a ala masculina usou menos medicamentos contra osteoporose do que as mulheres. Portanto, estudiosos estimaram taxas mais altas de incidência e de morte para eles até 2050.

 

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Complicações da osteoporose incluem dor crônica, deformidade e perda da autonomia (Foto: DCStudio/Freepik/Divulgação)

Riscos e prevenção

A osteoporose é uma das causas mais comuns de fraturas, especialmente entre idosos. A perda progressiva de massa deixa os ossos enfraquecidos, favorecendo quedas e lesões.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 50% das mulheres e 20% dos homens com idade igual ou superior a 50 anos devem sofrer uma fratura associada à doença ao longo da vida.

Fatores que favorecem o desenvolvimento da osteoporose incluem doenças como diabetes e problemas de tireoide, falta de cálcio e vitamina D, uso de medicamentos e hábitos prejudiciais como fumar, ingerir bebidas alcoólicas, deixar de praticar atividade física e ter uma alimentação inadequada.

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Homens e mulheres que apresentam risco para a doença têm indicação de fazer um exame preventivo chamado densitometria óssea.

O teste estima, de maneira rápida e indolor, a quantidade de cálcio presente nos ossos, permitindo identificar doenças de maneira precoce. São utilizadas máquinas capazes de emitir duplo raio-x, que captura imagens de diferentes ângulos do esqueleto.

“É um exame que mede a densidade mineral óssea, permitindo ao médico a classificação em normal, osteopenia ou osteoporose”, explica o médico Sérgio Setsuo Maeda, presidente da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso).

O especialista explica que a osteopenia é considerada um estágio intermediário de diminuição da massa óssea.

“As fraturas são mais comuns em quem tem osteoporose, mas também podem acontecer em quem tem osteopenia. Nessa situação, recomendamos a ingestão de laticínios, adequar a quantidade de vitamina D e realizar exercícios que fortaleçam a musculatura e diminuam o risco de quedas”, diz.

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+ Leia tambémPessoas com osteoporose podem (e devem) fazer exercícios

Quando a osteporose já está instalada, há medicamentos que ajudam a manter a densidade do esqueleto. Melhor do que tratar é prevenir, e isso começa ainda na infância e na juventude.

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