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É normal sentir cólica na gravidez?

Desconfortos leves e dores abdominais são comuns durante a gestação. Alguns sintomas, porém, podem indicar complicações que exigem avaliação médica.

Por Eduardo Barcelos 22 out 2026, 16h48
Mulher grávida, com cabelo castanho e ondulado, vestindo regata branca e jeans, com expressão de dor ou desconforto, segurando a barriga com as duas mãos, em fundo branco
Gravidez gera vários sintomas associados às mudanças naturais do corpo (drobotdean/Magnific)
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Sentir cólica na gravidez e dores abdominais é algo comum, desde que o incômodo seja leve — e, na maioria das vezes, não indica nenhum problema para a gestante.

Essas sensações, descritas como um repuxamento em um dos lados, fisgadas ou dores surdas, parecidas com cólicas menstruais, podem aparecer no baixo ventre, na pelve ou no quadril e durar de poucos segundos a alguns minutos.

No início da gestação, as cólicas podem estar relacionadas à implantação do embrião e às mudanças pelas quais o corpo passa para acomodar o bebê em desenvolvimento.

O crescimento do útero provoca a distensão dos músculos e o estiramento dos ligamentos que dão suporte ao órgão, levando, assim, a sensações de repuxamento ou pequenas cólicas abdominais.

Esses incômodos também podem ocorrer ao longo de toda a gravidez e, inclusive, voltar no final da gestação. Por volta das 37 semanas, porém, a cólica pode estar mais relacionada à pressão exercida pelo peso do bebê sobre as estruturas internas do corpo da mulher, bem como indicar a aproximação do parto.

Apesar de muitas cólicas serem consideradas normais durante a gravidez, há situações em que a dor pode estar relacionada a outras condições, exigindo maior atenção da gestante.

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A seguir, saiba quando procurar ajuda, quais são as possíveis causas das cólicas e como aliviar as dores mais leves.

Quando procurar ajuda?

Para saber se uma cólica sugere alguma complicação ou indica um possível problema durante a gestação, é preciso observar a intensidade e a duração da dor abdominal, além dos sintomas que a acompanham.

Se o desconforto for intenso, constante — sem desaparecer após 30 a 60 minutos, por exemplo — ou vier acompanhado de dores na lombar, é preciso procurar um profissional de saúde ou entrar em contato com a maternidade.

Entre os sinais de alerta estão febre, calafrios, dor ao urinar, presença de sangue na urina, tontura, desconforto na região vaginal, cãibras e dor de cabeça intensa. Cólicas acompanhadas de sangramento vaginal, corrimento ou náuseas também podem indicar a necessidade de uma avaliação médica.

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Possíveis causas

As cólicas na gravidez podem ter diferentes causas. Embora muitas estejam relacionadas às mudanças naturais do corpo durante a gestação, outras podem indicar complicações que exigem orientação e acompanhamento médico.

A gravidez ectópica é um desses casos. Ela ocorre quando o óvulo fertilizado se implanta fora do útero e pode provocar dores abdominais, devendo ser considerada diante de sintomas suspeitos. Já a pré-eclâmpsia é caracterizada pela pressão alta e pela presença de proteína na urina. Entre suas manifestações, estão dores intensas na parte superior do abdômen.

Os desconfortos também podem estar relacionados ao trabalho de parto prematuro. Cólicas abdominais regulares, pressão na região abdominal ou endurecimento da barriga antes das 37 semanas de gestação podem ser sinais dessa condição e devem ser avaliados.

Vale notar, é claro, que as causas das cólicas variam de acordo com a fase da gravidez e os sintomas associados. Por isso, deve-se sempre ser realizada uma avaliação por um profissional de saúde.

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Formas de aliviar

Quando as cólicas são leves e não estão associadas a sinais de alerta, medidas simples de autocuidado podem ajudar a aliviar o desconforto. Entre elas, estão sentar-se, deitar-se ou mudar a postura do corpo, o que pode ajudar a aliviar a tensão nos músculos e ligamentos abdominais.

Também é importante reservar um tempo para descansar.

As bolsas de água quente são outra medida simples e eficaz. Basta colocar a bolsa, envolvida em uma toalha, sobre a área dolorida. Outra opção é tomar um banho morno, que ajuda a relaxar e a diminuir a dor.

Praticar técnicas de relaxamento para reduzir a tensão muscular e aumentar a ingestão de líquidos também são estratégias que podem trazer alívio.

É importante lembrar que essas medidas são destinadas ao alívio de cólicas leves. Se a dor for intensa, frequente ou persistente, ou vier acompanhada de outros sintomas, é fundamental procurar orientação de um profissional de saúde.

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